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Decorando uma luminária com contact!

Gente, essa é moleza! Eu tô pra ver projeto mais baba e libertador do que esse! Libertador porque, veja bem, você pode recortar papel contact nas formas que quiser e sair colando pela casa e se enjoar é só tirar! Não precisa de destreza, nem habilidade!

Queria dar uma colorida na luminária pendente que fica sobre a mesa de jantar, mas não estava disposta a pintá-la. E se enjoar? Gostaria de algo que pudesse ser mudado com facilidade. Minha luminária é toda branquinha, de metal e eu acho o formato bem moderno e charmoso! Não queria nada espalhafatoso, aí decidi cortar triângulos amarelos, coisa simples, mas que deram cara nova e divertida a ela.

Acho que cabe aqui um comentário: toda vez que compro objetos ou móveis pra minha casa, sempre busco peças que posso alterar depois. Sei lá, acostumei a pensar assim. Sempre vejo se a peça pode ser pintada, imagino outros puxadores quando há gavetas em algum móvel, penso em forrar cadeiras, trocar pernas de bancos e por aí vai. Não gosto de objetos e móveis estanque, sabe, aqueles que não permitem ou dificultam muito uma personalizada futura, porque e se enjoar, como faz? Não quero jogar fora, quero fazer a peça ficar com a cara da minha casa! Se eu tivesse optado por um daqueles lustres de vidro, todo rebuscado, por exemplo, além de não ter nada a ver comigo e com a minha vida, deixa pouca margem pra fazer qualquer coisa. Então pra mim e pro tamanho da minha casa e do meu gosto, coisas simples, linhas retas e pouco fru-fru são a pedida!

Deixei umas fotos do projetinho aqui, mas é tudo muito intuitivo! Você pode sair recortar formas simples e sair colando contact em fundos de estantes, em cadeiras, até rodapé pode ficar bacana! E eu já tô pensando em aprontar no meu buffet ou talvez nas batentes das portas… deixo para as cenas dos próximos capítulos…

 

 

Camas elevadas para crianças

Quem acompanha meu Pinterest, pode ter reparado que ando colecionando ideias para o quarto do meu filho. O Eric ainda não tem quartinho, porque optamos em fazer um bercinho anexo a nossa cama e porque nunca imaginei ele dormindo no quarto ao lado e eu dormindo com uma babá eletrônica… Enfim, tá chegando a hora de pensar numa cama pequenina para ele, mas eu gostaria de futuramente elevar a cama para aproveitar melhor o espaço. A outra vantagem das camas elevadas é que crianças amam cabanas e toquinhas (pelo menos, eu sonhava com uma no meu quarto!) e imagino que ele vá ficar todo pimpão com uma! E mais futuramente ainda, a parte inferior pode abrigar uma escrivaninha, um lugarzinho para ele estudar. Vocês estão vendo que a ideia aqui é fazer algo mega-versátil que vai se transformando com o tempo, né! Se a sua casa ou apartamento tem um pé direito generoso, eu não perderia a oportunidade de deitar e rolar em cima dessa ideia!

Aí vou compartilhar aqui algumas imagens-inspiração pra vocês acompanharem um possível futuro projeto que pode pintar aqui no blog! Vai vendo se não dá vontade de correr e fazer um quartinho como estes aqui:

 

 

♥ todas as fotos foram pinçadas no Pinterest.

Um sofá feito em casa! Como? É possível?

Eric e o sofá! Nasceram quase juntos!
 

Vou começar este post com um grande parênteses:

(Alguém aí ainda lembra do nosso sofá, rs…? Para quem não acompanhou, vai aqui do lado na categoria “Fazendo meu sofá“. Revendo meus posts, vi que começamos em setembro/2011. Setembro! Quase um ano, hein! Bom, não levamos um ano para fazê-lo (imagina sentar no chão por um ano!). Ele até estava pronto, mas o estofado não tinha ficado do jeito que queríamos, o tecido ficou frouxo (grande aprendizado para o próximo projeto-tapeceiro é modelar tudo menor, bem menor). Aí, o Eric nasceu e sabe como é… muitas visitas, muito corre-corre e fomos usando o sofá do jeito que estava mesmo. Com um bebê em casa, a última coisa que pensamos por alguns bons meses foi o sofá! Mas recebemos cobranças: “cadê o sofá pronto?”, “e o sofá?”. E com razão, né gente, isso tava virando um encosto! Mas ele está aí ó, bunitão,em todo seu esplendor!)

E chega ao fim a saga do sofá feito em casa!

Nosso sofá, feito pelo marido, à mão, do zero, na coragem, na raça, em nosso pequeno apartamento! Agora a gente ri à toa, se refestela, senta e faz pose, porque olha, acho que foi o projeto mais demorado e trabalhoso em que embarcamos! Meu marido é a criatura mais destemida e doidinha que conheci. Tô pra ver um projeto que ele não tope! Ele arregaça as mangas, estufa o peito e, com os olhos cerrados, faz sinal de “vem!” com as mãos, rs… é a locomotiva do Tofu Studio!

Pois então, a maioria dos sofás DIY que vemos por aí internet afora usa pallets, alguma base ou aproveita alguma estrutura pronta ou semi-pronta. Nós queríamos fazer um sofá do nada, fazer surgir um móvel das nossas cabeças e mãos mesmo, não queríamos uma reforma, um tapinha num sofá antigo, nada disso! Queríamos um pouco de mágica e desafio, porque às vezes isso é fundamental pra vida ter mais sentido! Pensamos na estrutura, resistência, na forma, inclinação…  todo um trabalho de engenharia começou a tomar corpo. Depois foi o serviço braçal: juntar madeira, colar, parafusar, fixar as espumas, fazer os moldes dos tecidos, costurar e ter a devida paciência pra ver nascer o móvel tão aguardado, tão querido…

Dito isto, vou pedir meu champanhe e soltar um “Viva, conseguimos!”, porque ra-paz foi quase um parto (mentira, o parto doeu mais!), mas o bichinho ficou tão lindo, forte, confortável, na minha medida (a sola dos meus pés encostam no chão, coisa inédita na minha existência) e melhor, na medida da nossa necessidade, da nossa sala. Tem coisa melhor do que aquelas feitas por nós mesmos, na medida para o nosso uso, para o nosso espaço e bolso?

A ideia inicial era fazer um sofá de 3 lugares, mas pequeno. Sempre que víamos sofás em lojas, achávamos os de 3 lugares grandes demais para o nosso espaço e o de 2, achávamos pequenos. Não queríamos também encosto e braços muitos largos para economizar espaço (vocês sabem, em apartamento pequeno, cada cm conta!) e, sobretudo, queríamos algo simples, honesto, que não custasse um rim traficado e, se tivesse uma carinha vintage, com aquele climão Mad Men, seria o sonho, ou seja, tava osso encontrar um sofazinho pra chamar de nosso…

Lá no primeiro post eu disse que íamos fazer só a estrutura de madeira e que o estofamento seria encomendado com um tapeceiro… tsc, tsc, tsc. Acabamos fazendo é tudo! Neste momento eu levanto minha placa de “eu já sabia!”. Calaaaro que íamos fazer tudo, porque, digamos, curtimos uma aventura e (droga!) essa coisa de ser crafter impregna na gente e não larga mais!

Deixei aqui em baixo uma retrospectiva do projeto em fotos, desde os primeiros desenhos até o sofá pronto com o distinto usuário Eric, todo metido. O que posso garantir é que nosso sofá é bem mais robusto, resistente e valente do que os sofás que vimos lojas afora, porque, vou te falar, tem cada móvel ruinzinho dando pinta de bacana nas vitrines, com preços tão desaforados que só rindo! Não se deixem enganar, hein! Olho clínico, gente, olho clínico!

Forramos a estrutura com uma espuma fina. No encosto usamos espuma densidade 28 e no assento, densidade 33. Os pés são palito (um achado!) e fizemos acabamento em capitonê (botãozinho), com recortes e pespontos no encosto e no assento, olha aí:

não ficou lindão? Ouço fogos e rojões ecoando na minha cabeça :D

 

*update:

quase ia esquecendo do orçamento: gastamos com o sofá, módicos R$ 512,20, uma bagatela se comparado aos sofás de qualidade semelhante que vimos nas lojas, que chegavam a custar 5 a 8 vezes mais!

lista dos materiais:
madeiras + serviço de corte: R$ 167,00
papelão: R$ 12,00
5 pés de madeira: R$ 90,00
lixas: R$ 3,20
espumas: R$ 149,00
zíperes: R$ 3,00
tecido do forro: R$10,00
sarja: R$ 60,00
parafusos de reforço: R$ 18,00
já tínhamos botões forrados, linha, parafusos, cola, grampeador de tapeceiro, verniz e pincéis em casa!

 

 

Eureka! Luminária feita de bolinhas de ping-pong!

Este post é só para lembrar que a gente pode tudo quando se tem criatividade, quando a gente permite que nossa imaginação voe longe! Hoje acordei encantada, novamente, como muitos dos meus dias, com o quanto podemos fazer com pouco e como todos podem ter acesso a objetos lindos, se quiser arregaçar as mangas e sair do padrãozinho definido pela decoração quadradinha!

o projeto é daqui! Inspirem-se!

as almofadas Izumi na sala da Liane!

E aí que a cliente e leitora Liane queria um par de almofadas para caprichar no visual da sala de sua casa. A decoração é minimalista, linda e tem amor em cada cantinho! As almofadas Izumi deram um toque de cor no sofá neutro! A estampa japonesa combinou super bem com o clima da sala, com a mesinha de madeira, o vasinho de cerâmica e o arranjo de flores! Liane, amei sua sala e as almofadas ficaram uma graça!

meu afeto

emy

Presépio de parede

Vocês já estão de olho em projetinhos craft para o Natal? Pois é, sei que os últimos meses do ano são aqueles terríveis, atropelados, onde tudo acontece junto na mesma hora, agora, mas desanuviar a cabeça num domingozinho é bom, né! Aí pensei q fazer um enfeitinho para a casa, especialmente se você tiver crianças por perto, pode ser pra lá de terapêutico e ajudar a aliviar o ritmo. Pesquei esse projeto aqui, que achei uma graça, fácil e rápido! Nostálgico também, pois quem nunca fez algum objeto com palitos de picolé na escola?

via Design Dazzle

Cortina de linho fácil e rápida

E depois de muita protelation, finalmente fiz a cortina da minha sala! Eu já tinha comprado este linho listrado lindo faz um tempão. Achei ele muito zakka e apaixonei na hora! Achei perfeito para uma cortina, não é pesado, tem bom caimento e permite passar um pouco de luz. Ficou lindo! Optei por uma cortina simples, com lacinhos para prender no varão e a barra bem alta para dar peso. Terminei o projetinho numa tarde bem gostosa e ensolarada! Gente, costurar para a minha casa e para a família me faz uma pessoa mais feliz, pena não ter todo o tempo do mundo pra isso!

Para o alto e avante! fazendo nosso próprio sofá – do zero!

Inspirações para o nosso sofá
fotos: reprodução

Tô pra ver coisa mais difícil que comprar sofá! Agora a praga nas lojas parece ser os sofás com chaise, enormes, com encosto reclinável… Se você quer uma coisa simples, limpa, simpática e honesta, sinto muito, vai penar e fritar as solas das suas sapatilhas ou então, vai pagar um preço exorbitante e irreal, pelo menos para mim que estou montando um apartamento inteirinho e cada realzinho conta. Para quem não sabe, encontro-me numa empreitada decorativa, a passo de tartaruga, é verdade, e cansei das lojas! Cansei! Sempre as mesmas tendencinhas, as mesmas cores, os móveis tabaco, as combinações de preto, branco e vermelho, os vasos combinandinhos irritantes, os quadros na parede horrorosos. Volto pra casa e tenho pesadelos, me vejo trancada para todo o sempre num desses apartamentos decorados, com iluminação de loja (milhares de spots entuchados no teto rebaixado), painéis de MDF tabaco e branco atrás da TV e na cabeceira da cama, socorro! Gente, precisamos de libertação, dar-nos a oportunidade de fazer as coisas diferentes, recusar os modelos prontos que grassam por aí!

Aí que resolvemos, num momento de pouca lucidez (só pode ser!), fazer nosso próprio sofá! A princípio rolou uma certa descrença e ceticismo, mas o que a gente tem a perder, certo? Na pior das hipóteses, a gente aprende alguma coisa, ri da experiência e conta para os filhos :D

O marido já fez cadeira, mesa, cama, estante, cômoda, aparador, mas nunca uma peça estofada tão grande. Mega-desafio! O principal “contra” dessa vez vai ficar por conta do espaço reduzido que temos. Eu sempre penso que as limitações são o maior incentivo à criatividade. Em vez de reclamar e estagnar, a gente deve é queimar as pestanas e resolver, matar um problema por dia e voltar pra casa realizada com essas pequenas conquistas diárias. Felicidade tem muito a ver com isso!

O sofá vai ter estrutura de madeira e vai ser estofado depois (essa parte vai ficar com um tapeceiro, porque o marido pediu arrego). É um sofá convencional, linhas retas, com pés palito em madeira e tecido que ainda vou escolher (espero que eu dê sorte nessa parte e ache um tecido leeendo e digno!). O esquema vai ser o mesmo que já adotamos algumas vezes: chapas de madeira compensada pré-cortadas. A idéia é mandar cortar tudo na própria loja e sair de lá com todas as pecinhas prontas para montar. O desafio vai ser conseguir montar tudo num apartamento pequeno. Eu poderia usar a casa de minha mãe, ela tem muito espaço lá, mas como queremos demonstrar que dá para fazer esse projeto num espaço diminuto, ou seja, em tese, qualquer um pode fazer, resolvemos abraçar com muita fé o projeto!

Vão acompanhando a saga do sofá! Em breve, novo episódio!

do bem morar

foto: Corbis

-Pense e decore sua casa para você e não para os outros. Tem alguma coisa muito errada quando começamos um projeto pensando em abafar e matar de inveja a irmã, a amiga, a cunhada. Não são elas que vão conviver com sua casa o tempo todo por anos a fio, portanto, reflita muito sobre quem você é, sobre o que gosta de fazer, sobre as cores que te fazem bem, objetos e peças que agradam sua vista e sua alma.

-Não gaste o que você não tem com a sua casa. Se a grana está curta para comprar aquele sofá espetacular, reforme o antigo, busque alguma peça na família ou entre amigos, sempre tem alguém que está se desfazendo de alguma coisa. Converse com tapeceiros da sua cidade, alguns fazem sofás sob encomenda e o serviço deles pode ser uma ótima alternativa. Há diversas idéias na internet que podem deixar sua casa bem mais interessante e econômica. Uma casa decorada de acordo com o que você tem é muito mais prazerosa e honesta do que se ver numa casa toda paramentada com peças que não têm nada a ver com o seu bolso e amargar dívidas nefastas.

-Conserve, cuide e leve com você nas suas mudanças os objetos de família e aqueles com valor afetivo. São eles que farão você se sentir em casa, conservar suas memórias e te dirão, em certa medida, quem você é.

-Fuja da decoração “show-room”, daquele ar medonho de apartamento decorado de stand de vendas de construtora. Não há nada mais impessoal do que ter sua casa igualzinha àquelas propagandeadas e repetidas ad infinitum na TV e nas peças publicitárias. Evite modinhas, pense na sua praticidade e na melhor forma de dispor móveis e objetos no espaço que você tem. Exemplifico: percebem que portas basculantes, aquelas que abrem de baixo para cima e tem amortecedor, tornaram-se a praga das cozinhas planejadas? Nada contra, mas já vi muita armário com porta basculante que chega no teto, aí como faz para alcançar? Nem tudo que é lindo na revista, vai funcionar para você! Repita como um mantra!

-Não faça da sua casa um museu, com uma compilação de objetos valiosos dispostos nas paredes e expostos sobre os móveis. Assim, ninguém vai se sentir à vontade e sua casa ficará desconfortável para você mesma. Guarde as peças de mais valor em lugares seguros, de pouca circulação, longe do alcance de crianças e animais. Prateleiras altas são uma ótima dica.

-Permita-se uma certa bagunça. Casa arrumadinha demais nos mínimos detalhes é muito chato, irreal e psicótico.

-Não se torne uma acumuladora a ponto de ter que espalhar suas tralhas por cômodos e móveis não destinados a eles. Se suas roupas não cabem mais no seu guarda-roupa, é um bom sinal de que é hora de praticar o desapego, doar, vender, reformar e jogar fora o que está muito velho. Se você tem essa tendência empilhadora, controle-se. Se seu caso for grave, busque ajuda.

-Pense nas coisas que você mais gosta de fazer e arrume um espacinho para esta atividade (e tempo também, claro!). Dê atenção a este espaço, cuide dele, cultive esse seu hobby ou atividade prazerosa. A longo prazo é um investimento em você e em sua saúde mental!

-Tenha plantas em casa. Não se lamente por não ter um jardim enorme! Uma floreira e alguns vasinhos são suficientes para mudar o astral da sua casa e dar aquele ar fresco aos ambientes.

-Aproveite a luz natural o máximo que puder. Se estiver em busca de uma casa, prefira aquelas que permitem uma entrada de luz generosa. Casas escuras e mal iluminadas, além de reterem umidade e demandarem mais lâmpadas, ficam sempre com uma atmosfera pesada e triste.

Por fim, pessoas, decorar uma casa pode ser um aprendizado para a vida. Sua casa, como sua vida, é sua, só sua, você é o responsável por ela e não o decorador, o marceneiro, o pedreiro, o zelador do prédio… Eles não conhecem a fundo suas preferências e expectativas e, de novo, não são eles que vão morar na sua casa. Então, pesquise, busque informações, interesse-se pela sua casa e com tudo que diz respeito a ela. Aproveitem e curtam muito suas casinhas! Gostem delas, celebrem, cultivem as memórias relacionadas a elas. Convidem as pessoas queridas para curtirem sua casa também. Se sua casa tiver sua cara, as pessoas que gostam de você vão se sentir em casa e viver ótimos momentos com você e seu espaço!