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fazendo almofadas com fechamento em zíper – é sopa!

 

Taí um projeto nível moleza pro fim de semana! Eu tinha 1 metro desse tecido pra estofado lindinho, com ondas amarelas, que ornam direitinho com o sofá, sem ficar muito “combinandinho”, do jeito que eu gosto! Pensei em fazer acabamento com vivo, pensei em fazer bordas fofinhas como esta aqui, mas acabei optando pelo jeito mais simples e preguiçoso mesmo: zíper no fechamento e nenhum acabamento. Sabem como é: o tempo tá curto, tenho uma criatura fofa que me chama a todo momento e o sofá, o Eric, a casa precisavam de almofadas pra ontem!

Comprei uma fibra acrílica pronta para rechear almofadas. Esta retangular, de 50 x 30cm, comprei na Tok Stok, por um precinho camarada. Ela já vem com capa de TNT (o TNT que eles usam é vagaba demais, rasga à toa, mas como ele vai ficar dentro da capa, acho que vai dar pro gasto):

Cortei 2 pedaços de tecido com cerca de 2cm a menos na altura e na largura do que as dimensões do recheio acima. Sapequei zíperes amarelos lá do estúdio e overlockei todas as extremidades, porque o tecido desfiava horrores:

Aí foi costurar o zíper nas 2 faces da almofada, frente e costas. É beeem melhor usar o calcador para zíper, mas eu estava em casa e estava sem o bendito, daí foi com o calcador simples mesmo, na dificuldade:

Depois é juntar os 2 tecidos, face com face, e fechar! Se você é iniciante e não sacou o processo, tem um tutorial bacana aqui!

Como eu tirei poucas fotos, não deu para fazer um passo-a-passo bem detalhado… sorry!

E ó, meu sofá novo ficou lindão! Agora sim, posso dizer que ele é 100% feito à mão, feito por nós de cabo a rabo ♥

 

Presépio para quem deixou tudo pra última hora!

Tá toda enrolada nesse Natal e só tem tempo para projetinhos rápidos e ligeiros? Então, tenho que dizer que estamos no mesmo barco! Sua decoração de Natal pode ser fofinha mesmo com pouco tempo ou pouca grana! Olha só que coisa prosaica e colorida:

é só baixar o PDF, usar sua impressora amiga e colar os bonecos! Mais fácil, impossível!

O presépio é da ilustradora holandesa Marloes de Vries, que, aliás, tem trabalhos lindos!

Presépio de parede

Vocês já estão de olho em projetinhos craft para o Natal? Pois é, sei que os últimos meses do ano são aqueles terríveis, atropelados, onde tudo acontece junto na mesma hora, agora, mas desanuviar a cabeça num domingozinho é bom, né! Aí pensei q fazer um enfeitinho para a casa, especialmente se você tiver crianças por perto, pode ser pra lá de terapêutico e ajudar a aliviar o ritmo. Pesquei esse projeto aqui, que achei uma graça, fácil e rápido! Nostálgico também, pois quem nunca fez algum objeto com palitos de picolé na escola?

via Design Dazzle

costura à mão

Aqui no Tofu tem muita costura à mão, na raça, como nos melhores ateliês e maisons (chique, huh?). São detalhinhos e pormenores que precisam das nossas mãozinhas para serem executados à perfeição! A velha dupla agulha e dedal entra em cena para deixar a peça com o melhor acabamento possível! Aqui as mãos espertas do marido confeccionando uma clutch Tomie

A força broxante do “não pode”

Outro dia, no rádio, um ouvinte perguntava a um comentarista de vinhos se ele podia abrir uma garrafa de uma safra de 1999, se não me engano, de um vinho importado não-sei-da-onde para harmonizar com um determinado prato que ele ia fazer. Aí eu fiquei pensando em como as pessoas se impõem regras para um monte de coisas e ficam meio bitoladas. Tem mesmo que perguntar se pode abrir? Eu entendo que os especialistas no assunto devem ter provado inúmeras garrafas e realmente devem conhecer as melhores combinações, safras e o melhor momento para degustar a bebida, mas é tão, tão legal apenas beber uma taça de vinho, meu pai, sem se importar se ela é carésima, baratinha, se ela combina com seu jantar, assim, sem compromisso nenhum com ninguém, com nenhuma cartilha, com nada! Gente, isso é errado?

Há algum tempo assisti na TV um sommelier dizendo que o melhor vinho do mundo é aquele que agrada o seu paladar. Vou ficar devendo o nome da pessoa, porque realmente eu não o conhecia e não me atentei na hora a creditar a frase, mas achei tão alentador e libertador, que guardei comigo. Genial! Deveria ser óbvio, mas as obviedades hoje em dia parecem carregar um toque de gênio de tanto que a gente complica as coisas e corre atrás do próprio rabo. Eu tenho as minhas combinações bacanas de pratos e vinhos, são poucas, é verdade, porque não sou assim obcecada pelo assunto, mas posso dizer que experimentei e gostei, agradou e me rendeu ótimos momentos! Também, vai ver, não tenho ninguém para impressionar, nenhum amigo sabe-tudo, vasto entendedor do assunto, que me faça aprofundar no tema a cada refeição que ele faça em minha casa.

Vocês viram né, que estamos fazendo um sofá! Já me perguntaram se eu sei fazer um sofá ou onde eu aprendi. Eu repassei a pergunta ao marido, porque na verdade é ele que está com a mão e o coração na massa. Ele me disse que não sabe fazer, apenas viu pessoas fazendo na TV e nas tapeçarias e imaginou que não poderia ser assim tão complicado. Simples assim. O “não pode” não existe na vida dele! Ele é uma pessoa tão solta, livre e independente… daquelas que sempre acham que dá e voam alto. Vai ver é isso uma das muitas coisas que me fizeram caminhar esses longos anos com ele até aqui. Com ele aprendi a ser mais otimista e a acreditar mais! Acho que o espírito crafter tem muito a ver com isso, com desprendimento, achar sempre que pode, que vai dar certo, não temer o erro e sempre, sempre tentar!

Vivo recebendo e-mails que me perguntam onde aprendemos a costurar, qual a técnica, o curso, como faz… não aprendemos em lugar nenhum! Fomos tentando, errando muito, fazendo de novo e de novo até achar que estava digno para presentear ou vender a alguém. Eu nem sei se sabemos costurar de verdade, porque o trabalho aqui no estúdio é tão intuitivo! A gente não tem só um jeito de fazer um bolsinho ou uma alça, a gente só faz da melhor maneira possível, que resulte no melhor produto, é isso que importa! Aqui no Tofu a gente tá sempre tentando e fazendo de novo! Aqui não tem nada pronto e acabado, a gente só vai descobrindo coisas novas todo dia e melhorando! Não tem segredo, tem é muito trabalho!

Não saber o jeito “certo” de fazer uma coisa impede muita gente de tentar e instala aquela atmosfera negativa do “eu não consigo, porque ninguém vem me ensinar”. Acho que os melhores artesãos compreendem que muito do que eles sabem veio com a lida diária com os materiais e instrumentos que operam e não de uma cartilha pronta e mastigada. Muitos empreendedores inventam suas próprias máquinas, suas próprias ferramentas e criam empresas, produtos e serviços fantásticos. Eles não estavam preocupados com o “não pode”.

Juro que se eu estivesse com o dilema de poder ou não poder abrir uma garrafa de vinho que comprei com meu dinheirinho, a ponto de ter que consultar alguém que eu nem conheço, eu ia ficar preocupada…