ano novo com bermuda nova!

Jan 21

 

Sabe aquele ditado da casa do ferreiro? Pois é, me curvo a quem o inventou! Eu costuro trocentas peças no ano para o Tofu Studio e um punhadinho só pro meu filho. Fuéén! Fiz essa bermudinha com um jeans listrado que está no armário há uns 5 anos (!!!). Acho uma graça, mas nunca tinha arrumado uma peça boa pra fazer com ele. Aí pra dar uma alegrada juntei uma faixa amarela nas laterais. Passei elástico na cintura e fiz caseado, como os de botões, para passar um cordão. É tão fácil que me deu um tremendo desânimo pra comprar bermudas nas lojas.

Voilá! Bermuda nova para uma criança com toda a energia do mundo!

 

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Decorando uma luminária com contact!

Sep 19

Gente, essa é moleza! Eu tô pra ver projeto mais baba e libertador do que esse! Libertador porque, veja bem, você pode recortar papel contact nas formas que quiser e sair colando pela casa e se enjoar é só tirar! Não precisa de destreza, nem habilidade!

Queria dar uma colorida na luminária pendente que fica sobre a mesa de jantar, mas não estava disposta a pintá-la. E se enjoar? Gostaria de algo que pudesse ser mudado com facilidade. Minha luminária é toda branquinha, de metal e eu acho o formato bem moderno e charmoso! Não queria nada espalhafatoso, aí decidi cortar triângulos amarelos, coisa simples, mas que deram cara nova e divertida a ela.

Acho que cabe aqui um comentário: toda vez que compro objetos ou móveis pra minha casa, sempre busco peças que posso alterar depois. Sei lá, acostumei a pensar assim. Sempre vejo se a peça pode ser pintada, imagino outros puxadores quando há gavetas em algum móvel, penso em forrar cadeiras, trocar pernas de bancos e por aí vai. Não gosto de objetos e móveis estanque, sabe, aqueles que não permitem ou dificultam muito uma personalizada futura, porque e se enjoar, como faz? Não quero jogar fora, quero fazer a peça ficar com a cara da minha casa! Se eu tivesse optado por um daqueles lustres de vidro, todo rebuscado, por exemplo, além de não ter nada a ver comigo e com a minha vida, deixa pouca margem pra fazer qualquer coisa. Então pra mim e pro tamanho da minha casa e do meu gosto, coisas simples, linhas retas e pouco fru-fru são a pedida!

Deixei umas fotos do projetinho aqui, mas é tudo muito intuitivo! Você pode sair recortar formas simples e sair colando contact em fundos de estantes, em cadeiras, até rodapé pode ficar bacana! E eu já tô pensando em aprontar no meu buffet ou talvez nas batentes das portas… deixo para as cenas dos próximos capítulos…

 

 

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Um sofá feito em casa! Como? É possível?

Aug 08

Eric e o sofá! Nasceram quase juntos!
 

Vou começar este post com um grande parênteses:

(Alguém aí ainda lembra do nosso sofá, rs…? Para quem não acompanhou, vai aqui do lado na categoria “Fazendo meu sofá“. Revendo meus posts, vi que começamos em setembro/2011. Setembro! Quase um ano, hein! Bom, não levamos um ano para fazê-lo (imagina sentar no chão por um ano!). Ele até estava pronto, mas o estofado não tinha ficado do jeito que queríamos, o tecido ficou frouxo (grande aprendizado para o próximo projeto-tapeceiro é modelar tudo menor, bem menor). Aí, o Eric nasceu e sabe como é… muitas visitas, muito corre-corre e fomos usando o sofá do jeito que estava mesmo. Com um bebê em casa, a última coisa que pensamos por alguns bons meses foi o sofá! Mas recebemos cobranças: “cadê o sofá pronto?”, “e o sofá?”. E com razão, né gente, isso tava virando um encosto! Mas ele está aí ó, bunitão,em todo seu esplendor!)

E chega ao fim a saga do sofá feito em casa!

Nosso sofá, feito pelo marido, à mão, do zero, na coragem, na raça, em nosso pequeno apartamento! Agora a gente ri à toa, se refestela, senta e faz pose, porque olha, acho que foi o projeto mais demorado e trabalhoso em que embarcamos! Meu marido é a criatura mais destemida e doidinha que conheci. Tô pra ver um projeto que ele não tope! Ele arregaça as mangas, estufa o peito e, com os olhos cerrados, faz sinal de “vem!” com as mãos, rs… é a locomotiva do Tofu Studio!

Pois então, a maioria dos sofás DIY que vemos por aí internet afora usa pallets, alguma base ou aproveita alguma estrutura pronta ou semi-pronta. Nós queríamos fazer um sofá do nada, fazer surgir um móvel das nossas cabeças e mãos mesmo, não queríamos uma reforma, um tapinha num sofá antigo, nada disso! Queríamos um pouco de mágica e desafio, porque às vezes isso é fundamental pra vida ter mais sentido! Pensamos na estrutura, resistência, na forma, inclinação…  todo um trabalho de engenharia começou a tomar corpo. Depois foi o serviço braçal: juntar madeira, colar, parafusar, fixar as espumas, fazer os moldes dos tecidos, costurar e ter a devida paciência pra ver nascer o móvel tão aguardado, tão querido…

Dito isto, vou pedir meu champanhe e soltar um “Viva, conseguimos!”, porque ra-paz foi quase um parto (mentira, o parto doeu mais!), mas o bichinho ficou tão lindo, forte, confortável, na minha medida (a sola dos meus pés encostam no chão, coisa inédita na minha existência) e melhor, na medida da nossa necessidade, da nossa sala. Tem coisa melhor do que aquelas feitas por nós mesmos, na medida para o nosso uso, para o nosso espaço e bolso?

A ideia inicial era fazer um sofá de 3 lugares, mas pequeno. Sempre que víamos sofás em lojas, achávamos os de 3 lugares grandes demais para o nosso espaço e o de 2, achávamos pequenos. Não queríamos também encosto e braços muitos largos para economizar espaço (vocês sabem, em apartamento pequeno, cada cm conta!) e, sobretudo, queríamos algo simples, honesto, que não custasse um rim traficado e, se tivesse uma carinha vintage, com aquele climão Mad Men, seria o sonho, ou seja, tava osso encontrar um sofazinho pra chamar de nosso…

Lá no primeiro post eu disse que íamos fazer só a estrutura de madeira e que o estofamento seria encomendado com um tapeceiro… tsc, tsc, tsc. Acabamos fazendo é tudo! Neste momento eu levanto minha placa de “eu já sabia!”. Calaaaro que íamos fazer tudo, porque, digamos, curtimos uma aventura e (droga!) essa coisa de ser crafter impregna na gente e não larga mais!

Deixei aqui em baixo uma retrospectiva do projeto em fotos, desde os primeiros desenhos até o sofá pronto com o distinto usuário Eric, todo metido. O que posso garantir é que nosso sofá é bem mais robusto, resistente e valente do que os sofás que vimos lojas afora, porque, vou te falar, tem cada móvel ruinzinho dando pinta de bacana nas vitrines, com preços tão desaforados que só rindo! Não se deixem enganar, hein! Olho clínico, gente, olho clínico!

Forramos a estrutura com uma espuma fina. No encosto usamos espuma densidade 28 e no assento, densidade 33. Os pés são palito (um achado!) e fizemos acabamento em capitonê (botãozinho), com recortes e pespontos no encosto e no assento, olha aí:

não ficou lindão? Ouço fogos e rojões ecoando na minha cabeça :D

 

*update:

quase ia esquecendo do orçamento: gastamos com o sofá, módicos R$ 512,20, uma bagatela se comparado aos sofás de qualidade semelhante que vimos nas lojas, que chegavam a custar 5 a 8 vezes mais!

lista dos materiais:
madeiras + serviço de corte: R$ 167,00
papelão: R$ 12,00
5 pés de madeira: R$ 90,00
lixas: R$ 3,20
espumas: R$ 149,00
zíperes: R$ 3,00
tecido do forro: R$10,00
sarja: R$ 60,00
parafusos de reforço: R$ 18,00
já tínhamos botões forrados, linha, parafusos, cola, grampeador de tapeceiro, verniz e pincéis em casa!

 

 

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uma blusa de cambraia de algodão

Jul 27

Desencavando projetos antigos… fiz essa blusa há tempos e a uso demais e não sei por que raios ela não está aqui neste blog! Ela até já apareceu no Tofu junto com uma malinha de mão!

Usei só 1 metrinho de uma cambraia japonesa linda com essa estampa delicada, com uma carinha retrô fofa. Ela estava aqui de bobeira faz tempo. Aliás o que mais tenho é tecido que comprei pensando em fazer uma blusa, um vestido, um casaco (as ideias são sempre geniais e urgentes quando estamos nas lojas, né!?) e eles foram se multiplicando, se amontoando… ô vício, viu! Acontece que o tempo é sempre muito mais curto que meus projetos! Aí a conta não fecha, as coisas não se equilibram.

O legal de fazer minhas roupas é que passei a valorizar meu tamanho, porque ser pequena é bem econômico. 1 m ou 1,5 m de tecido dá pra fazer muita coisa. Nessa blusa, ainda deu pra fazer essa gola laço espetáculo (que eu adoro!). Ela fica ótima usada com cardigans, jeans e sapatilhas, combinação charmosa, fácil e rápida, como eu gosto!

♥♥♥

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Bazar Ó Gente! Tofu esteve lá…

May 03

mas eu não!

Devo começar dizendo que não pude ir, apesar de querer muito, muito estar lá participando intensamente de tudo, mas, por outro lado, estava aflitíssima em deixar o Eric, meu bebê de 3 meses que só mama no peito, com minha mãe. Não que minha mãe não seja uma vovó exemplar (ela o é!), mas seria a primeira vez que ele ficaria sem mim por um tempo tão longo. Acho que a amamentação cria um laço inexplicável entre mãe e filho… e pelo jeito, as neuras maternas já estão me aporrinhando, rs… já criei cenários catastróficos na minha cabeça: Eric morrendo de fome, mesmo com o estoque de mamadeiras que eu ia deixar, Eric despencando da sacada da minha mãe, Eric caindo do colo do meu pai, que já perdeu a prática com bebês… enfim, o non-sense total e irrestrito, shame on me! Bom, mas mesmo que eu tivesse decidido ir, no final, o carro ficou tão lotado com os nossos produtos, plantinhas, arara e um sem-fim de caixas e traquitanas, que só coube o Yuji, meu marido, e a Maiara, nossa querida assistente aqui do estúdio. E lá foram eles de manhãzinha, cheios de expectativas, para mais uma empreitada Tofu!

O saldo do bazar foi pra lá de positivo! Eu tentei convencer o marido a escrever este post, mas ele, pra variar, deixou essa tarefa a meu cargo. Então desculpem o relato por procuração que vou fazer aqui…

O clima do bazar estava delicioso, uma atmosfera muito legal, a maior quantidade de gente criativa e super talentosa por metro quadrado! Acho que deu até pra captar por osmose tanta criatividade para fazer coisas tão lindas! As mamães vão se deleitar com os presentinhos que saíram de lá, podem crer! Foi uma verdadeira honraria pra gente poder estar no meio de pessoas tão inspiradas, com negócios tão bacanas, com mesas arrumadas com todo o carinho. Foi demais mesmo! Pena que não deu para percorrer mesa por mesa e conhecer o trabalho de cada um, porque, acreditem, quase não deu para respirar com tanto movimento, tanto gente querendo ver peça por peça, bater papo, perguntar, tirar dúvidas! O marido nem almoçou, coitado! Todos estiveram bem ocupados com aquele tanto de clientes em alvoroço!

Muitas clientes Tofu marcaram presença! Obrigadas a todas e todos que frequentaram nossa mesinha, perguntaram por mim (sorry pela ausência) e pelo Eric, levaram nossos produtinhos (que alegria ver nossas peças sendo usadas pra valer, algumas por anos!), prestigiaram, compraram, conversaram, elogiaram. Mesmo de longe, fiquei emocionada com todo o carinho!

E o marido acabou conhecendo as queridas Andrea e Claudia, do velho companheiro de estrada Superziper (pra mim, de longe, o melhor espaço crafter da blogosfera), e a Ana Sinhana e a Paty Mimmos, que têm mãos iluminadas, ou seja, só gente da mais alta e fina estirrrpe!

Até o próximo, pessoas! Foi demais!

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