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Nova edição da Oficina Costura para Leigos!

Nesta quarta, dia 30/07/14, teremos mais uma Oficina Costura para Leigos!

É para quem não entende nada ou quase nada de costura, para quem herdou uma máquina querida e não sabe o que fazer, é para quem tem urgência em começar a costurar para si, para os filhos e netos, é pra quem quer cultivar um lindo hobby ou quem sabe começar aquele negócio tão sonhado!

Inscrição e info: contato@tofustudio.com.br ou (12) 3431-0186

Oficina Costura para Leigos!

Dia 09/07 é feriado e é também um dia perfeito para aprender os primeiros passos na costura! Aproveite o feriado no meio da semana para começar a se entender com sua máquina de costura. Você verá que ela é legal e nada complicada, basta só um pouco de tato e carinho!

Aproveitem que a oficina é bem didática, ensina a entender a tensão dos pontos, passagem de linha e a importância do manuseio e manutenção corretos da máquina!

A oficina será na Vila Mariana, no querido Ateliers!

Inscrições pelo e-mail: contato@tofustudio.com.br

Vem gente!

 

Reforma de vestido ou porque não pratico rolezaum no shopim

Prometo poupá-los de ter que ler aqui teorias profundas sobre o mais novo fenômeno do momento: os rolezinhos. Portanto, apesar do título aí em cima, podem continuar lendo este post sem medo, porque juro que não sei teorizar sobre gente se reunindo em shopping e seguranças/polícia descendo o pau. Mas explico: faz uns 5 anos que peguei um banzo geral de shopping por motivos variados. Primeiro, porque não moro mais perto de um, depois porque compro quase tudo de que preciso pela internet. Tem também o fato de os shoppings cobrarem estacionamento. Não acho que seja mera pão-durice da minha parte, acho descortês cobrar do freguês que vai até o seu estabelecimento disposto a comprar, ainda mais quando o faturamento do shopping já é tão alto. Enfim… Aquilo também está cada vez mais lotado, com produtos cada vez mais caros e meia-boca. Então não fica difícil concluir que eu não tenho mais nada pra fazer lá! Claro que às vezes eu vou, porque não dá pra fugir e você precisa de algo que só tem lá ou é mais fácil conseguir lá e não sou dada a radicalismos, mas vou nos horários mais esdrúxulos e ermos, tipo 10h da manhã (sou uma pessoa que espera os estabelecimentos abrirem, geralmente acompanhada de velhinhos e velhinhas fofas. Adoro!). Com um filho pequeno, cada vez mais esperto, também não quero que ele associe shopping a um passeio ou programa de família, em que você só vê mercadorias, compra, come comida ruim, paga caro e, de brinde, ainda pode ser esnobado pelas vendedoras se não está com roupas de grife (até quando isso?!). Quero que ele entenda que aquilo lá é apenas um amontoado de lojas, aonde a gente vai quando precisa comprar alguma coisa que tem lá. Só isso!

O fato de costurar e ter birra de shopping e de provadores me estimula muito a comprar roupas online. Costurar, claro, ajuda a aplacar aquele medinho de a peça não servir. Dá uma sensação de poder (yes)! Às vezes, compro peças que ficam compridas demais, largas demais, não gosto de algum detalhe… mas sei que posso arrumar para ficar bem em mim e eu até gosto de reformar!

Estava com este vestido no guarda-roupas há uns meses. Achei que tinha potencial, afinal o tecido é bom e está bem costurado, mas vesti e me senti fugida de um pré-operatório, sabe, ficou com cara de hospital! Resolvi dar uma acinturada e o cortei ao meio. Foi preciso um tantinho de coragem (glupt!)

Aí overloquei e fiz pences (6 na frente e 2 atrás):

Dei uma franzida na saia para se ajustar à parte de cima, juntei as peças e deu um vestido bem legal, que estou usando muito! A foto abaixo não mostra muito bem como ficou, eu sei (na verdade, fiz a foto pra mostrar a bolsa). É uma das únicas que tenho, mas acho que dá pra ver que agora tá vestindo bem!

♥♥♥

ano novo com bermuda nova!

 

Sabe aquele ditado da casa do ferreiro? Pois é, me curvo a quem o inventou! Eu costuro trocentas peças no ano para o Tofu Studio e um punhadinho só pro meu filho. Fuéén! Fiz essa bermudinha com um jeans listrado que está no armário há uns 5 anos (!!!). Acho uma graça, mas nunca tinha arrumado uma peça boa pra fazer com ele. Aí pra dar uma alegrada juntei uma faixa amarela nas laterais. Passei elástico na cintura e fiz caseado, como os de botões, para passar um cordão. É tão fácil que me deu um tremendo desânimo pra comprar bermudas nas lojas.

Voilá! Bermuda nova para uma criança com toda a energia do mundo!

 

fazendo almofadas com fechamento em zíper – é sopa!

 

Taí um projeto nível moleza pro fim de semana! Eu tinha 1 metro desse tecido pra estofado lindinho, com ondas amarelas, que ornam direitinho com o sofá, sem ficar muito “combinandinho”, do jeito que eu gosto! Pensei em fazer acabamento com vivo, pensei em fazer bordas fofinhas como esta aqui, mas acabei optando pelo jeito mais simples e preguiçoso mesmo: zíper no fechamento e nenhum acabamento. Sabem como é: o tempo tá curto, tenho uma criatura fofa que me chama a todo momento e o sofá, o Eric, a casa precisavam de almofadas pra ontem!

Comprei uma fibra acrílica pronta para rechear almofadas. Esta retangular, de 50 x 30cm, comprei na Tok Stok, por um precinho camarada. Ela já vem com capa de TNT (o TNT que eles usam é vagaba demais, rasga à toa, mas como ele vai ficar dentro da capa, acho que vai dar pro gasto):

Cortei 2 pedaços de tecido com cerca de 2cm a menos na altura e na largura do que as dimensões do recheio acima. Sapequei zíperes amarelos lá do estúdio e overlockei todas as extremidades, porque o tecido desfiava horrores:

Aí foi costurar o zíper nas 2 faces da almofada, frente e costas. É beeem melhor usar o calcador para zíper, mas eu estava em casa e estava sem o bendito, daí foi com o calcador simples mesmo, na dificuldade:

Depois é juntar os 2 tecidos, face com face, e fechar! Se você é iniciante e não sacou o processo, tem um tutorial bacana aqui!

Como eu tirei poucas fotos, não deu para fazer um passo-a-passo bem detalhado… sorry!

E ó, meu sofá novo ficou lindão! Agora sim, posso dizer que ele é 100% feito à mão, feito por nós de cabo a rabo ♥

 

uma blusa de cambraia de algodão

Desencavando projetos antigos… fiz essa blusa há tempos e a uso demais e não sei por que raios ela não está aqui neste blog! Ela até já apareceu no Tofu junto com uma malinha de mão!

Usei só 1 metrinho de uma cambraia japonesa linda com essa estampa delicada, com uma carinha retrô fofa. Ela estava aqui de bobeira faz tempo. Aliás o que mais tenho é tecido que comprei pensando em fazer uma blusa, um vestido, um casaco (as ideias são sempre geniais e urgentes quando estamos nas lojas, né!?) e eles foram se multiplicando, se amontoando… ô vício, viu! Acontece que o tempo é sempre muito mais curto que meus projetos! Aí a conta não fecha, as coisas não se equilibram.

O legal de fazer minhas roupas é que passei a valorizar meu tamanho, porque ser pequena é bem econômico. 1 m ou 1,5 m de tecido dá pra fazer muita coisa. Nessa blusa, ainda deu pra fazer essa gola laço espetáculo (que eu adoro!). Ela fica ótima usada com cardigans, jeans e sapatilhas, combinação charmosa, fácil e rápida, como eu gosto!

♥♥♥

para reformar suas calças

Uma dica rapidinha para as costureiras de mãos ávidas: sabem como fazer aqueles ajustes básicos, mas chatinhos, em calças? Afinar pernas, ajustar o bumbum, os quadris, a barriga, a cintura… são tantos detalhinhos para a calça ficar perfeita! A Coletterie, site prendado que eu adoro, fez uma série muito bacana sobre ajustes de calça, muito instrutivo, que pode ajudar muito quem engordou, emagreceu, engravidou e é adepta das reformas e reciclagens!

costura à mão

Aqui no Tofu tem muita costura à mão, na raça, como nos melhores ateliês e maisons (chique, huh?). São detalhinhos e pormenores que precisam das nossas mãozinhas para serem executados à perfeição! A velha dupla agulha e dedal entra em cena para deixar a peça com o melhor acabamento possível! Aqui as mãos espertas do marido confeccionando uma clutch Tomie

Fazendo uma bancada de trabalho!

Quem é crafter por profissão ou apenas por hobby sabe muito bem como é importante ter uma bancada de trabalho adequada, que permita que o resultado do trabalho seja o melhor possível, reto, justo, bem feito. Só que uma bancada não é a coisa mais trivial do mundo, você não topa com elas por aí, em qualquer loja, em qualquer esquina, é preciso bolar um projetinho legal e encomendar com algum marceneiro de confiança.

Quando comecei a costurar nem sonhava em ter uma bancada digna, só para corte, só minha. Já cortei tecidos em mesa de jantar, depois improvisei uma mesa com chapas de madeira da garagem do meu pai, era precário, mas era o que dava para fazer no momento… nesse tempo todo eu suspirava quando via alguma bancada enorme no ateliê de alguém ou na internet! Aí, quando começamos o Tofu Studio, eu e o marido fizemos nossa primeira bancada, usando uma porta pintada verdinha e 2 estantezinhas que funcionavam como pés (lembram?). Quando nos mudamos para o estúdio novo, no ano passado, uma bancada só ficou bem pequena para o trabalho de 3 pessoas. O marido, que é uma criatura realmente providencial, resolveu arregaçar as mangas e fazer uma segunda bancada bem maior só para cortarmos nossos tecidos, com bastante espaço na parte de baixo para armazenar caixas e rolos de tecido! Acho que vocês já espiaram o móvel lá no site, não é? Devo dizer que amo essa bancada!

Aí, claro, resolvi deixar o projeto aqui para as sem-bancada, que estão necessitadas de uma dessas, ou para aquelas que querem fazer um upgrade em seus cantinhos! Agarre aquele marceneiro que você conhece e confia, envie o projeto, divirta-se e curta uma bancada novinha e muito prática!

O desenho detalhado da peça é esse, ó:

Faça o download das medidas e materiais usados aqui

Faça o download das instruções de como montar aqui

um pouco de amor nas relações de trabalho, plis!

foto: Corbis

Eu, novamente, tratando de notícia “antiga”. Sei que o assunto já rendeu por aí, foi um tanto chocante, é certo, apesar de todo mundo estar carequinha de saber que grandes confecções se utilizam de trabalho semi-escravo (como não?). Por que me diz como uma grande rede de fast-fashion consegue vender a rodo, trocar de coleção a todo minuto, manter este ritmo ensandecido empregando pessoas corretamente aqui no Brasil, onde as leis trabalhistas são tão atrasadas? Tem alguma coisa errada nessa equação! Antes que me condenem, eu não vou defender o grande empresário que faz uma coisa dessas, é claro! Mas também acho muito fácil jogar a culpa na ganância vergonhosa dessas empresas e mês que vem, quando o assunto for tão last season que já vamos ter esquecido, a gente continuar consumindo as réplicas da última it-bag do momento, fruto do trabalho de bolivianos, paraguaios, peruanos que estão se matando para disputar as tais vagas de trabalho desumanas que essas grifes oferecem. A gente acha que as condições de trabalho deles é aviltante, um lixo, mas aquilo é tudo que eles têm! Já cansei de ler relatos de bolivianos dizendo que no país deles é muito pior e que lá eles passariam fome. Eu gostaria de saber se alguém aqui ou na Bolívia vai oferecer um emprego digno para todos eles, senão como faz? Também é muito fácil a gente se escandalizar, mentalizar em coro um “bem feito!” quando os fiscais fecham essas oficinas, fazendo de conta que o problema está resolvido, que aqueles imigrantes vão evaporar. Não vão! Provavelmente eles vão para a oficina da rua de cima e vão continuar trabalhando do mesmo jeito. Então acho são a gente sair do pedestal, dar uma freada na escandalização do problema, porque nós e todo nosso consumismo também fazemos parte dessa balbúrdia toda.

Eu não vou jurar e alardear que nunca mais comprarei nenhuma pecinha nessas lojas para sair bem na fita, não sou hipócrita, não sou radical em nenhum assunto e nem tenho tempo e paciência para idéias imutáveis e  nem para nenhum tipo de militância oca, porque a vida é corrida, vc come num McDonald’s da vida de vez em quando, no meio do seu dia-a-dia maluco, mesmo que isso fira seus princípios da boa mesa e da boa saúde. E eu vou me martirizar por isso? #not

ó, todo esse bafafá em torno do assunto só me faz valorizar ainda mais meu próprio trabalho e o de todas as moças e moços dignos e honestos que mantêm com muita fé e força uma produção artesanal no Brasil. Só a gente sabe como é zelar por todos os produtos, materiais e pessoas envolvidas no processo. Não é nada fácil para um pequeno estúdio garimpar constantemente os melhores tecidos, pagar um preço alto por cada metro, fazê-los combinar e dialogar entre si e com todos os aviamentos da peça, fazer questão dos pormenores, mesmo que eles não fiquem aparentes no produto final, optar pelo melhor cursor de zíper do mercado, mesmo que custe o dobro daquele xing-ling e que a maioria das pessoas nem perceba, preocupar-se com o bem-estar de quem trabalha conosco, de quem nos visita e mantém contato conosco, mesmo de longe. Sim, eu poderia contratar uma facção predatória, fazer 500 peças por dia, como muitas pessoas me recomendam, mas eu estaria enganando a quem? A mim, principalmente, porque não acredito que bons produtos saiam das mãos e cabeças de pessoas tristes, de ambientes cinzas, decrépitos, sem luz, sem alegria. E não, eu não tenho sonhos grandiloquentes de ficar milionária, poderosa e socialite às custas da exploração do outro, por isso adoro e valorizo cada coisinha que tenho, amo o que faço, cultivo e conto pra mim mesma a história do meu estúdio nas horas difíceis e também nos momentos de celebração, porque, acreditem, no final é isso que fica!