a famigerada falta de tempo

Oct 26

Meu mundo virtual vem sofrendo com a montanha de tarefas reais a cumprir. A primeira atividade urgente e inadiável é colar no filho, que agora se arrasta impetuosamente pela casa toda, desafiando os perigos das quinas dos móveis e das tomadas desencapadas (preciso urgente de apetrechos de segurança, deste sábado não passa!), e adora arrancar tufos de pelo do Pupu, que tem até medo do Eric, coitado… Todos dizem em coro que tudo piora quando ele começar a andar, omg! Segundo: a habitual correria do último trimestre, quando as encomendas do estúdio quase nos engolem e os dias parecem ter 12h. Você dá uma bobeada e pimba: já é Natal, tudo está iluminado e piscante! Os Natais estão tão próximos um do outro que eu me sinto naquele filme Feitiço do tempo (ouço até a Cher na minha cabeça: “i got you babe, i got you babe”). Como proceder com o frenesi maluco dessa época do ano? Existe fobia de natal? Deve ter…

Terceiro: o estúdio estará de mudança na próxima semana. Mu-dan-ça! (Nessa hora um friozinho percorre o corpo). Não sei se rio ou choro. Mudar em pleno novembro é algo tão sem noção, mas tão sem noção… que apertamos o botão interno do phoda-se e vambora! Foi tão tentador que não tivemos como desprezar a oportunidade. Achamos um lugar pertinho de casa (lagriminha nos olhos)! Vocês não sabem o quanto isso tem valor pra gente! Poder ir a pé trabalhar, pessoas! Quanto vale isso? Se eu pudesse elencar metas pra mim e pra minha família, uma delas seria montar uma vida em que pudéssemos fazer tudo a pé! Então, o sumiço tá explicado! Provavelmente ele durará mais alguns dias. Por enquanto, preciso arrumar alguém pra mudar o ar condicionado e mais 2 mãos hábeis para dar conta das encomendas do fim de ano no estúdio… Mando notícias do front!

*aproveito para agradecer o carinho manifestado no último post, coisa que também não tem preço!
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aparando o cabelinho!

Sep 13

Não posso dizer que foi o primeiro corte de cabelo, mas foi a primeira aparada substanciosa, já que o Eric perdeu cabelo e ficou com fios novos e curtinhos misturados aos fios antigos e longos, tudo junto! Ter vovó cabeleireira é providencial :D

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Eric, 4 meses e 20 dias

Jun 12

este 4º mês do Eric tem sido de franca evolução! Ele faz uma força fenomenal contra o chão para ficar de pezinho (ele adora parecer gente grande!), já diz as primeiras sílabas, resmunga todo sisudo, adora soltar um longo e arrastado “guiiiii”, e quando a gente o imita, ele dá gargalhadas altas e gostosas que preenchem toda a casa… Cada coisinha nova que ele aprende abre um universo novo e vejo que ele se sente todo poderoso, destemido até. É tanta novidade numa vida tão curtinha! É bonito de ver!

A fisionomia ainda é mais minha que do marido, mas já se vê no nosso menino alguns traços do pai que vão se consolidando: as mãozinhas, o formato das unhas, os olhos assimétricos (um ligeiramente maior que o outro). O pai, amuado inconfesso, defende que, embora Eric tenha o meu rosto, por dentro se parece com ele, calorento e um tanto inquieto.

Há um ano comemorávamos a notícia de que uma vidinha me habitava. Quanta coisa acontece em um ano! Uma vida, corpo e alma, acontece em um ano! Eu adorava a sensação de ter meu filho crescendo em mim e de ver como ele, tão pequeno, microscópico, já me enchia de planos e projetos, me enchia e ainda me enche de futuro!

 

 

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Eric, 2 meses e 11 dias

Apr 04

Não preciso dizer né: o Eric tem crescido e engordado horrores! É só ver o bochechão! Para quem nasceu com 2,9 Kg, estar em torno dos 6 kgs em pouco mais de 2 meses, com amamentação materna exclusiva, é algo fenomenal, pelo menos para mim, a mamãe! Fico grata todos os dias por isso :D

Eu não sei se tem como explicar assim em palavras o que significa amamentar um filho, o que é gerar o único alimento que ele consome, saber que aquele bebê depende completamente de você, das suas glândulas, do seu corpo… A amamentação tem algo de mágico e primevo. Às vezes não dá pra acreditar que seu corpo consegue alimentar uma criança, fazer aquelas coxinhas ganharem dobras, as unhas e os cabelos crescerem, gerar tanto xixi e cocô, rs… fazê-lo sorrir e balbuciar os primeiros sons. Tudo isso só com o meu leite! Fantástico! É uma sensação de poder incrível. Aí você pensa que as mulheres fizeram isso desde sempre e você vê como não sabia nada até aqui (você baixa a bola), como você, na verdade, sabia pouco sobre você mesma, como seu corpo era imaturo, leigo, não tinha experimentado o parto nem a amamentação, veja só! São experiências que têm pouco ou nada a ver com o raciocínio, com a cognição, é corpóreo, como uma cicatriz que fica ali registrada para sempre ou os cheiros da infância, o aroma da casa da avó, as comidinhas da mamãe, essas coisas que a gente não explica e mal consegue compartilhar, pois são experiências sensoriais, íntimas. Não é a cabeça que essencialmente lembra dessas coisas, é o corpo. Chego a me condoer pelas mães que por um motivo ou outro não conseguem amamentar. Lamento pelas que optam conscientemente por não passar por esta experiência, porque dói, porque demanda tempo, porque (algumas difundem por aí) o peito cai, murcha, porque você tem que ficar com o bebê o tempo todo. Amamentar é tudo isso, mas também é extremamente prazeroso, é o seu tempo com seu filho, só vocês dois e mais ninguém. Parece que o mundo se apaga naqueles minutos que estou com meu filho, nutrindo-o, conversando com ele, olhando cada dedinho de suas mãos e a carinha de “yummy” que ele faz!

Sei bem que a vida é corrida, nosso dia-a-dia é uma insanidade, mas não deveríamos renunciar a esses primeiros meses de amamentação. Essa experiência não volta, não se compra, fortalece o vínculo entre mãe e filho, te ensina tanto e te faz tão bem… e no cômputo geral da vida, da sua existência, dura tão pouco que a saudade dessa fase logo vem!

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Eric, 51 dias, abalando geral!

Mar 14

e todos babam :D

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