Vamos nos encontrar? Vamos, vamos!

Nov 13

É dada a largada para a maratona de bazares de fim de ano! Dá uma canseira do cão, mas como é que pode não gostar disso, hein?

Estamos enclausurados costurando, dando autochibatadas no lombo, com prazos colados na testa! O desafio é dar conta das encomendas do site, dos produtos para 3 bazares, um total de 6 dias de encontros, vendas e uma oficina. Ufa!

O Bazar Tezukuri será uma grande novidade lá na Japonique, que, para quem não conhece, é uma loja adorável que vende os produtos japas mais legais de São Paulo, num cantinho da Vila Madalena. “Tezukuri” significa feito à mão em japonês. Os expositores, portanto, trarão produtos artesanais, com carinha moderna e influências orientais.

O Bazar Ógente já e velho conhecido, quase uma festinha, um grande encontro de amigos, mas desta vez serão 3 dias (isso mesmo, três!). A grande novidade é que no primeiro dia haverá oficinas e adivinha quem vai dar uma delas? Nóis! Ainda não sabemos ao certo o que vamos ensinar, nem os detalhes quanto a vagas e duração, mas a gente vai contando aqui aos poucos!

Finalmente, estaremos, quase no Natal, lá no Espaço Kazu, que é uma delicinha de lugar, repleto de gente bacana e gostosuras de comer! É a última chamada para quem quer conhecer ou comprar produtos Tofu in loco antes do Natal!

Não está bem-bão este nosso fim de ano!? Gente, apareçam! Amigos, leitores, seguidores, parentes, xeretas, compareçam que vamos adorar!

UPDATE: Para quem perguntou: todos os bazares têm entrada franca! Ó que beleza ;D

 

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Bazar no espaço Kazu no último fim de semana!

Nov 04

E foi mais um fim de semana ensolarado, gostoso e animado, revendo clientes antigos, conhecendo gente nova e comendo muito bem!

 

vendedores aplicados:

 

divinos biscoitinhos de matchá com brigadeiro de matchá:

 

Em dezembro tem mais bazar:

Bazar Ógente, nos dias 6, 7 e 8 de dezembro!

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o Natal, esse folgado!

Oct 30

*alerta: este post contém mimimi

Está chegando aquela época do ano, indefectível, que chega toda espalhafatosa, mal-educada, que não pede licença e quando a gente vê, já tá na nossa sala, na cozinha, esparramada pela casa em forma de luzinhas, árvore enfeitada, panetone, peru e rabanada. Ela é cheia de melindres e protocolos esta época do ano. Tudo vai ficando com aquelas cores de sempre: vermelho, verde, dourado, tudo purpurinado, uma chatice essas convenções! Os primeiros sinais do frenesi já chegam em setembro, quando os panetones começam a ser vistos aqui e ali, quando as arvorezinhas chegam nas lojas do centro, quando os papais noéis começam a dar pinta nas vitrines. De repente estamos afogados num mar de camurça vermelha, neve sintética, hohohos e musiquinhas infernais. Não há lugar na Terra para onde fugir. O Natal é um fim de semana grande, tem todo o climão de festa e comilança e cada um anseia por ele de algum modo. Mas, como nos fins de semana, parece que o período que antecede o natal tem mais graça que a última semana do ano em si. Já viu como a sexta-feira é comemorada? Cada um solta seus rojões imaginários, mesmo que o sábado e o domingo não sejam lá grande coisa. Mais vale a promessa de dias felizes, mesmo que eles não venham. A gente é tudo bobo! Aí chega a segunda, o dia odiado, mal-humorado, trombudo e tudo começa de novo. Janeiro é uma segunda-feira grande, o mês do banzo geral! Os que podem se mandam pra praia para ignorar a segunda-feira grande e só voltar pro mundo um pouco antes do carnaval pra se preparar para outras festinhas e bebedeiras.

O Natal tem tanta promessa de felicidade que desconfio que toda sua simbologia foi feita por algum sagaz publicitário da Coca-cola, o papai-noel vermelhinho e gordo, a neve, o urso polar, os pinheirinhos, estrela cadente, tudo combina perfeitamente com a garrafinha de coca, o caminhão vermelho abarrotado de garrafas pretas naquela paisagem ártica. O Natal contém tanta felicidade e pujança que é triste! Sempre me lembro de ver na TV, num destes natais passados, uma senhora que perdera tudo numa enchente de fim de ano, até o frango assado precioso, que seria a estrela da ceia da família. Chorei pelo frango afogado dela (mmm, déjà vu: acho que já falei sobre isso aqui, perdoem-me). O fato é que as tragédias são mais trágicas nos fins de ano. As famílias sorridentes e juntinhas, recolhidas em torno de seus fartos banquetes, são um belo coice para aqueles que não têm ninguém, para os que mal tem o que comer. E as criancinhas sem-presente no meio de toda aquela propaganda ferina na TV e nas ruas? Ah, o Natal… entidade de pouco juízo, folgazão, que pode nos trazer as maiores alegrias, mas que também pode nos jogar na cara todas as nossas misérias, numa única dose. Ai, Papai Noel, seu velhinho de uma figa, eu te amo, eu te odeio!

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Tofu no Bazar do Espaço Kazu!

Oct 29

Atenção gente: estaremos neste sábado e domingo, dias 2 e 3 de novembro, no bazar do Espaço Kazu! Desta vez estaremos muito bem acompanhados pela Fabiana Shizue, que estará lá com quadros e caderninhos com as ilustrações mais lindas do mundo! Aliás, é ela a dona das mãos que desenharam as meninas lindas que estão no topo da nossa lojinha, ou seja, SÓ VAI TER COISAS LINDAS neste bazar, hein!  Tudo isso num ambiente charmoso demais, juntinho com uma vitrine de doces, que é um desaforo a qualquer dieta!

Aproveitem para fazer diferente neste Natal e espalhar o seu amor, optando por produtos artesanais para presentear quem você ama e quer bem!

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as coisas de ontem

Oct 23

Há exatos 5 anos, escrevi um texto, famigerado texto, sobre o que é ser crafter hoje em dia (ou naqueles dias que já se foram). Muita gente leu na época (eu acho). Ele ainda repercute aqui e acolá. Engraçado como a gente muda, mas aquilo que a gente escreve permanece, ainda mais quando tudo fica registrado na internet, caindo no colo das pessoas mesmo depois de anos. Tem muita coisa ali que já não acho tão relevante (aliás acho que devo um post sobre o que vivi até aqui sendo crafter). Ali o Tofu Studio tinha 1 ano. Agora ele tem 6. Temos mais experiência, mais erros e acertos, a casca ficou mais grossa. Um filho nasceu nessa caminhada até aqui. Viramos pais. Desculpem o clichê, mas com um filho realmente nascem uma nova mulher e um novo homem. As prioridades mudam. As coisas todas mudam de lugar no sentido literal e figurado. Aliás acho um desatino cobrar coerência de um escritor ou de um cineasta, por exemplo, durante toda sua obra, ao longo de toda sua vida. A obra fica, mas as pessoas, ah, essas vão mudando de ideia, vão se refazendo, se reconstruindo (pelo menos as de bom senso). Acho que aquele momento (do texto) era de afirmação, de enfrentar o ceticismo dos outros, de reunir forças para inventar uma vida nova, de dar um grande salto no escuro para ser completamente independente de um salário, de certezas, de garantias. É mais fácil quando se faz isso de mãos dadas com alguém com a mesma determinação, é verdade. Todo este blog foi um vai-e-vem de humores, de tentativas e erros, de opiniões que mudaram, de inquietações que se apaziguaram e deram lugar a novos desassossegos. Na verdade, devia ter começado a escrevê-lo avisando solenemente que este blog é sobre mim, essencialmente sobre mim, sobre o que penso, sobre o que gosto, sobre o que tenho vontade de discorrer. Pode parecer óbvio, já que um blog, em tese, é mesmo sobre o autor, mas uma coisa que fui aprendendo com o tempo é que as obviedades mais óbvias devem ser ditas de vez em quando. Apesar de já ter dito em algum lugar por aqui que gosto de memórias, do passado, de recordações, não curto muito, por exemplo, reler coisas antigas que escrevi. Nunca fui lá ler os primeiros posts deste blog, talvez porque não quero ter que ser coerente com quem eu era há tantos anos, talvez porque não quero enxergar de fato o quanto me despi aqui, o tanto de sincericídios que cometi. Não sou mais a pessoa que era em 2008, quer dizer, sou, mas com outras necessidades, outras prioridades, outras incertezas. Que bom, né!

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ele gosta de estorinhas…

Oct 13

Juro que não sou daquelas mães obcecadas com livros, que querem filhos gênios, cultos e eruditos. Bem, acho que não sou, mas se ele ganhasse um Prêmio Nobel seria ótimo, hehe! Mas o caso é que o menino gosta que a gente leia pra ele, gosta das mudanças na entonação da voz, não se importa (acho que até gosta) de conhecer a estória de cor (nesse ponto é muito parecido com o pai, capaz de assistir o mesmo filme 1 milhão de vezes!). Tudo começou quando eu pedi a coleção do Itaú pela primeira vez no ano passado (a campanha está de volta! Peça aqui). Eu comecei a ler pro Eric quando ele tinhas uns 4 ou 5 meses. Claro que ele ficava boiando, mas era legal fazer ele ouvir a minha voz de uma maneira diferente. Depois de uns meses, ele já levava nossas mãos pra cima dos textos dos livros para que lêssemos (coisa fofa!). Aí fomos comprando mais livrinhos, com barulhinho, em japonês (apesar de eu saber ler muito pouco), em inglês, de folhas duras, livros de banho… A maioria está amassada, rasgada, despedaçada, não tem jeito. Isso me lembra uma professora do meu colégio que sempre dizia que livro bom, é livro detonadinho, bem folheado, cheio de anotações e orelhas, sinal de que foi muito lido e estudado!

Agora toda noite, sem trégua, Eric pede para lermos os livros surrados dele, todo animadinho. A gente, que já sabe as estórias de trás pra frente, se cansa bem mais rápido que ele, é verdade.

Um dos programinhas preferidos é ir na biblioteca do Parque da Cidade, que aliás fica em frente a um jardim lindo feito pelo Burle Marx, sentar nessa poltroninha aí e fingir que lê, tudo no idioma maluco dele, claro.

♥♥♥

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Perfeição: nunca vi, mas estou no encalço!

Oct 04

foto: Corbis

“Gente, as coisas que vocês fazem são perfeitas!”

Ouvimos muito essa frase, mas não, nossas coisas não são perfeitas. Há falhas que algumas clientes percebem, a maioria só nós percebemos. Algumas clientes, é verdade, são agraciadas com peças que saem do estúdio muito bem executadas, redondinhas, mas perfeitas… ah, não! Quando alguém diz que “tá perfeito!” prefiro recorrer à Nina Horta e resmungar com meus botões: “Xiii, nem percebeu que o tecido enrugou aqui neste ponto ou que o zíper está torto!”

“Perfeição não existe”, vocês vão me dizer. Essa frase, reproduzida como um mantra, é ardilosa, porque ficamos tentados a redimir nossas falhas com ela e a fazer menos do que a gente consegue. Afinal, pra quê lutar por algo que nem existe? Pra quê entrar numa briga perdida? É só pra brigar, oras! Pra aprender alguma coisa, pra fazer melhor aquilo que eu sempre fazia do mesmo jeito. Se eu não entrar nessa briga, vou fazer o quê? Ficar prostrada, vendo o mundo passar? Não, não, não! Já que estamos aqui, que façamos o melhor possível!

Se começarmos a achar que qualquer coisa está boa, se perdermos o senso crítico, porque os outros (ah, sempre os outros!) acham que somos chatos e cri-cris, ah, gente, aí o mundo tá lascado! É preciso treinar os sentidos para observar um trabalho bem feito, provar uma comida boa, tocar um bom material. Se você só estiver rodeado por coisas medíocres, até seu gosto se apequena, você se esquece do excelente, do esplêndido, de tudo aquilo que fez um “pliiim” na sua cabeça e te despertou para algo novo e inspirador. Gente cri-cri incomoda e pode ser bem mala, mas elas bem que abrem nossos olhos pra muita coisa e tem horas na vida que a presença delas é fundamental! Recomendo a todos que tenham ao menos um amigo cri-cri!

“Perfeição não existe” pode ser um convite à mesmice, à estagnação, a achar que tudo está ok do jeito que está, a se afundar no mediano. Mas, ora, se perfeição não existe, existe ao menos a ideia de perfeição, a perfeição como ideal, como horizonte. Se existe a ideia, é digno persegui-la, mesmo sabendo que nunca a alcançaremos e é aí que está a beleza nisso tudo: a consciência de nunca chegar lá, mas mesmo assim, nos darmos ao trabalho de abraçar a jornada de peito aberto, mesmo que o caminho não seja o mais fácil (geralmente nunca é, né). Afinal são essas pequenas e singelas opções que fazem a vida mais bacana e nos fazem um tiquinho melhores, nos inclinam um pouquinho mais a uma felicidade verdadeira. Nós, humanos, fazemos um monte de coisas disparatadas e uma delas é, conscientemente, correr atrás do inalcançável, diferente dos bichos que correm porque não sabem que nunca vão alcançar o objetivo. Então, se nos abstermos de correr atrás do perfeito, de um sonho impossível, que graça tem viver? A felicidade está aqui hoje, no caminho, e se é pra caminhar, que seja em busca de algo extraordinário!

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