Kit maternidade Tofu Studio!

Apr 18

Adoro, adoro quando a gente faz kits! É uma alegria ver todas as peças assim juntinhas, formando um conjunto que, espero, vai ajudar muito uma mamãe a zelar ainda mais pela criança recém-chegada. E sabem de uma coisa: tô tomando tanto gosto de participar destes momentos preciosos que envolvem a maternidade, os primeiros momentos de pais e filhos, o quentinho e o caos dos primeiros meses, todo mundo se conhecendo, se adaptando, essa fase cheia de esperança, de fé no futuro, que o Tofu Studio resolveu se embrenhar mais nesse mundinho de pais e filhos, oferecendo aos poucos mais e mais produtinhos. Então gente, vamuqvamu! Este kit liiiindo, feito para uma futura mamãe, que carrega no corpo e no rosto toda a luz do mundo, é só o começo! ♥

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uma blusa de cambraia de algodão

Jul 27

Desencavando projetos antigos… fiz essa blusa há tempos e a uso demais e não sei por que raios ela não está aqui neste blog! Ela até já apareceu no Tofu junto com uma malinha de mão!

Usei só 1 metrinho de uma cambraia japonesa linda com essa estampa delicada, com uma carinha retrô fofa. Ela estava aqui de bobeira faz tempo. Aliás o que mais tenho é tecido que comprei pensando em fazer uma blusa, um vestido, um casaco (as ideias são sempre geniais e urgentes quando estamos nas lojas, né!?) e eles foram se multiplicando, se amontoando… ô vício, viu! Acontece que o tempo é sempre muito mais curto que meus projetos! Aí a conta não fecha, as coisas não se equilibram.

O legal de fazer minhas roupas é que passei a valorizar meu tamanho, porque ser pequena é bem econômico. 1 m ou 1,5 m de tecido dá pra fazer muita coisa. Nessa blusa, ainda deu pra fazer essa gola laço espetáculo (que eu adoro!). Ela fica ótima usada com cardigans, jeans e sapatilhas, combinação charmosa, fácil e rápida, como eu gosto!

♥♥♥

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Casamentos e festas em geral para quem está amamentando

Jul 24

O título do post mais parece um disparate, porque a gente logo imagina uma mãe que amamenta reclusa em sua toquinha por meses cuidando da cria pequenina. E isso não deixa de ser verdade, a gente meio que se recolhe do mundo mesmo, entra em recesso, fecha pra balanço! Só de pensar em fazer uma produção um pouco melhor no visual dá uma preguiça do cão, mesmo porque, convenhamos, os primeiros meses de um filho demandam tanto que a gente se descuida mesmo, cabelos desarrumados, perfumes, muito pouco; unhas feitas, quase nunca. Seu corpinho, tadinho, ainda está voltando à antiga forma, os seios não são mais os mesmos e se você estiver amamentando então… pffff! Como faz? Você leva o bebê para amamentá-lo na festa ou deixa ele em casa e leva uma bombinha extratora de leite com você (foi o que fiz), porque seus peitos vão encher, ficar enrijecidos e vazar! Sim, você vira uma criatura leiteira descontrolada!

Este blog não se presta a postar meus looks diários, mesmo porque morro de vergonha e não tenho dinheiro, tempo e paciência pra isso, mas dessa vez achei pertinente, porque foi um perrengue atroz me vestir para um casamento no último fim de semana. Talvez este post possa prestar algum serviço a alguma pobre alma perdida que esteja na mesma situação. Imaginem só encontrar um vestido de festa longo (fui madrinha) que me permitisse usar um sutiã decente que sustentasse os 2 refeitórios do Eric… e tudo na última hora, faltando poucos dias para a data… não parece tão difícil assim? Eu reclamo à toa? Olha, se vocês derem um giro rápido nas lojas, verão que a maioria dos vestidos longos de festa são de alcinhas finas, tomara-que-caia ou de um ombro só! Se você não quer estes decotes, reze, porque o mercado não foi feito pra você, viu! Aliás, acho que o “mercado”, essa entidade tacanha e tratante, ri de mim pelas costas (chego a ouvir a risadinha). Você mesma, que ousa gostar de uma coisa diferente! Que praga! Quando você encontra um vestido com mangas, eles são de senhorinhas, nem tem número pequeno. Eu que odeio peregrinar de loja em loja, fiz minha via crucis entoando o mantra: “odeio shopping, odeio shopping, odeio estacionamento de shopping”! Ok, sou chatinha e não gosto de me vestir parecendo um bolo de festa, não gosto daqueles tecidos de tafetá sintético furta-cor, com uma cascata de flores se desdobrando ao longo do vestido, não gosto de aplicações medonhas, canutilhos e miçangas reluzindo por todo o corpo. Gente, eu não gosto, nunca gostei e acho que sou minoria, porque é muito difícil achar vestidos simplinhos, sem muitos fru-frus e cobertos, porque não sou piriguete e sinto frio. Então deduzo que é porque pouca gente compra. Aí me lembro da polemiquinha que o Herchcovitvh levantou dizendo que o Brasil tem “expertise em fazer roupa de piriguete”. Se eu fosse piriga, seria tão feliz, é tanta roupa colada, decotada, curtíssima por aí, ó que facilidade! Entraria nas lojas e meus problemas estariam resolvidos em 5 minutos! Tudo que sinaliza: “eu sou gostosa pra caramba!” pulula nas vitrines. E se você não é gostosa pra caramba ou pelo menos não se acha gostosa pra caramba, como faz? Aí você bate perna, gasta sua sapatilha, praguejando o mercado e lembrando o porquê de ter aberto uma marca de acessórios artesanais e personalizados (essa foi a parte boa)!

Como não achei nenhum mísero vestido, acabei compondo um conjunto de saia longa pregueada e blusa de renda, mas foi sorte ter encontrado duas peças com cores idênticas em lojas separadas, tecidos diferentes um do outro… enfim, algum santo me ajudou no final (deve ter sido Santo Expedito, aquele das causas urgentes)! Pude usar sutiã com boa sustentação, fiquei  protegida do frio na medida, o visual não ficou muito elaborado, complicado, nem muito simples, não fiquei parecendo um bolo decorado e ficou fácill coletar meu leite :P . Curti o look, o melhor possível, dadas as condições! Então fica a dica: se você tem uma festa à vista, tem que ir de longo e não gosta dos vestidões de festa horrorosos que empesteiam as lojas, aproveitem a modinha das saias longas. Acho uma boa opção pra fugir da mesmice e se você tiver dotes de costureira, ainda dá para transformar em vestido curto, hein!

Aí depois encomendei uma clutch Tofu Studio pra mim, né, hohohho (essa também foi a outra parte boa!). Eu não sei quantas de vocês aí fazem suas próprias roupas ou acessórios ou qualquer outra coisa de uso pessoal, mas é tão legal se auto-presentear, reservar um tempo para fazer algo para você mesma. É como se abraçar quietinha num canto, se amar um pouco! Tem gente que vai para um spa se mimar, mas eu boto as mãos para trabalhar a meu favor, rs! Mesmo porque me diga onde eu ia arrumar uma clutch gorda o suficiente para carregar minha bombinha, que tem 7 cm de diâmetro, fala aí! no Tofu Studio, que viaja junto com você e faz o que você precisar, né (vem aqui ó para + info):

Olha a bombinha aí dentro:

Escolhi esse tecido vermelhão que é um dos meus preferidos da casa pela riqueza da cor, da superfície acetinada, aveludada e pela estampa de leques. Ele deu uma levantada na roupa cor de pele (nude, como gostam de dizer). Coloquei um fecho grande e dourado, coisa phyna! Aí foi só vasculhar meus baús perdidos em busca de contas vermelhas para fazer um colar combinante, que fiz meia hora antes de sair, batonzão cereja, maquiagem coisa pouca e fui na correria, como sempre! Cheguei atrasada (vergonha!), mas sobrevivemos, eu e Eric, que ficou em casa com o papai > gente, como é difícil desgrudar de filho!

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para reformar suas calças

Oct 13

Uma dica rapidinha para as costureiras de mãos ávidas: sabem como fazer aqueles ajustes básicos, mas chatinhos, em calças? Afinar pernas, ajustar o bumbum, os quadris, a barriga, a cintura… são tantos detalhinhos para a calça ficar perfeita! A Coletterie, site prendado que eu adoro, fez uma série muito bacana sobre ajustes de calça, muito instrutivo, que pode ajudar muito quem engordou, emagreceu, engravidou e é adepta das reformas e reciclagens!

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look do dia

Aug 29

ah, gente, isso sim é que é ser rhyca! A Sofia Coppola se casou neste fim de semana usando um vestidinho cinza, leve, curto, fofo! Admiro muito quando gente poderosa opta pela simplicidade, apesar de poder pagar pelo casamento mais suntuoso do mundo! Acho fino e digno, porque gente sem grana imitando os clichês de festa de rico é a coisa mais cafona do mundo, não é!?

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um pouco de amor nas relações de trabalho, plis!

Aug 25

foto: Corbis

Eu, novamente, tratando de notícia “antiga”. Sei que o assunto já rendeu por aí, foi um tanto chocante, é certo, apesar de todo mundo estar carequinha de saber que grandes confecções se utilizam de trabalho semi-escravo (como não?). Por que me diz como uma grande rede de fast-fashion consegue vender a rodo, trocar de coleção a todo minuto, manter este ritmo ensandecido empregando pessoas corretamente aqui no Brasil, onde as leis trabalhistas são tão atrasadas? Tem alguma coisa errada nessa equação! Antes que me condenem, eu não vou defender o grande empresário que faz uma coisa dessas, é claro! Mas também acho muito fácil jogar a culpa na ganância vergonhosa dessas empresas e mês que vem, quando o assunto for tão last season que já vamos ter esquecido, a gente continuar consumindo as réplicas da última it-bag do momento, fruto do trabalho de bolivianos, paraguaios, peruanos que estão se matando para disputar as tais vagas de trabalho desumanas que essas grifes oferecem. A gente acha que as condições de trabalho deles é aviltante, um lixo, mas aquilo é tudo que eles têm! Já cansei de ler relatos de bolivianos dizendo que no país deles é muito pior e que lá eles passariam fome. Eu gostaria de saber se alguém aqui ou na Bolívia vai oferecer um emprego digno para todos eles, senão como faz? Também é muito fácil a gente se escandalizar, mentalizar em coro um “bem feito!” quando os fiscais fecham essas oficinas, fazendo de conta que o problema está resolvido, que aqueles imigrantes vão evaporar. Não vão! Provavelmente eles vão para a oficina da rua de cima e vão continuar trabalhando do mesmo jeito. Então acho são a gente sair do pedestal, dar uma freada na escandalização do problema, porque nós e todo nosso consumismo também fazemos parte dessa balbúrdia toda.

Eu não vou jurar e alardear que nunca mais comprarei nenhuma pecinha nessas lojas para sair bem na fita, não sou hipócrita, não sou radical em nenhum assunto e nem tenho tempo e paciência para idéias imutáveis e  nem para nenhum tipo de militância oca, porque a vida é corrida, vc come num McDonald’s da vida de vez em quando, no meio do seu dia-a-dia maluco, mesmo que isso fira seus princípios da boa mesa e da boa saúde. E eu vou me martirizar por isso? #not

ó, todo esse bafafá em torno do assunto só me faz valorizar ainda mais meu próprio trabalho e o de todas as moças e moços dignos e honestos que mantêm com muita fé e força uma produção artesanal no Brasil. Só a gente sabe como é zelar por todos os produtos, materiais e pessoas envolvidas no processo. Não é nada fácil para um pequeno estúdio garimpar constantemente os melhores tecidos, pagar um preço alto por cada metro, fazê-los combinar e dialogar entre si e com todos os aviamentos da peça, fazer questão dos pormenores, mesmo que eles não fiquem aparentes no produto final, optar pelo melhor cursor de zíper do mercado, mesmo que custe o dobro daquele xing-ling e que a maioria das pessoas nem perceba, preocupar-se com o bem-estar de quem trabalha conosco, de quem nos visita e mantém contato conosco, mesmo de longe. Sim, eu poderia contratar uma facção predatória, fazer 500 peças por dia, como muitas pessoas me recomendam, mas eu estaria enganando a quem? A mim, principalmente, porque não acredito que bons produtos saiam das mãos e cabeças de pessoas tristes, de ambientes cinzas, decrépitos, sem luz, sem alegria. E não, eu não tenho sonhos grandiloquentes de ficar milionária, poderosa e socialite às custas da exploração do outro, por isso adoro e valorizo cada coisinha que tenho, amo o que faço, cultivo e conto pra mim mesma a história do meu estúdio nas horas difíceis e também nos momentos de celebração, porque, acreditem, no final é isso que fica!

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