Dia das mães ou eu não morri, ainda estou aqui!

May 12

Eis o primeiro postzinho aqui neste quase moribundo blog… Finalmente passando a vassoura naquele aviso do bazar ógente estampado na cara de vocês há dias! Tenho algum desconto se eu me justificar dizendo que o servidor do meu blog é uma piada, que ele brochou por uns dias a blogueira dentro de mim, que sou mãe, tenho casa e empresa pra tocar? Não, né! Grande coisa, vocês vão me dizer. É justo. Well, well, mas eu aceito minhas próprias desculpas. Tenho um pequeno homenzinho em casa que ainda não fala, mas vem me dizendo por telepatia que eu não posso tudo. Óbvio, né, mas a gente não enxerga às vezes e se ilude pensando que pode. Neste dia das mães, leio pela enésima vez a respeito de pesquisas que me dizem que mães ganham menos que as não-mães, que mães são menos que as não-mães, que mães se sentem fraudes no trabalho e mães de araque em casa, mas é claro, né gente! Não precisa de pesquisa pra ver isso! Como é que a pessoa vai ser a super trabalhadora, de carreira brilhante, se o foco de tudo mudou? Como é que pode ser a mesma depois de um filho? Como é que faz pra ignorar por completo aquela coisinha que precisa desesperadamente de você para perseguir ferozmente uma carreira laureada? E o mais importante, dá pra ser feliz assim? Dá pra criança ser feliz assim? Não sei. Tem tanta gente nesse mundo, tantas variáveis e possibilidades. Só sei de mim, que minha felicidade não está num cofrinho cheio e nem nos tapinhas nas costas por ter uma carreira cheia de glórias. Minha felicidade talvez seja mais comezinha. Desculpaê feministas!

Filho é adaptação, não tem planejamento de vida, nem planilha de excel que dê conta das mudanças que uma criança instaura assim que ela chega ao mundo, toda espaçosa. A gente vai fazendo a vida funcionar com a presença delas. Assim como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, uma pessoa também não consegue trabalhar, atender pedido de filho, alimentar um blog, fazer almocinho saudável e feliz, chupar cana e assobiar, tudo ao mesmo tempo e pra ontem! Então algum departamento da vida sempre vai ser sacrificado nem que seja por um tempo. Essa é a minha vida, este é meu clube!

Não sou muito afeita a datas comemorativas em geral, mas acho que elas têm seu lado válido, são um empurrãzinho pra gente dar um carinho a mais na mãe, no pai, no namorado etc. Como é que isso pode não ser bom de algum modo? Hoje eu acordei com cheiro de panqueca em casa. Meu marido é um exímio cozinheiro de meia dúzia de pratos (e só!) e panqueca é uma delas. Então, quando ele faz alguma de suas especialidades, é um pequeno evento! Ele acordou cedo só pra isso, ó que amor! Como minha mãe foi correndo passar o dia das mães com meu irmão em São Paulo (humpf!), resolvemos passear com o Eric no parque, já que ele está curtindo muito andar (começou há um mês) e explorar diferentes terrenos. Fomos estrear as botinhas off-road que compramos às pressas assustados com o crescimento repentino dos pés dele de umas semanas pra cá :O

 

Um feliz dia das mães a todas! Que vocês passem um dia feliz, cada uma a seu modo :D

Leia mais

o tempo que escapa…

Apr 03

 

Constatação que, de repente, despenca sobre a sua cabeça: não sou mais mãe de um pequeno bebê, de um amendoimzinho que só mamava e dormia, mas de uma pessoinha cheia de vontades, com uma personalidade em franca expansão, prestes a andar, falar e que come como se amanhã fosse o fim do mundo. É gentem, todos dizem que o tempo começa a voar daqui pra frente, então é apertar o cinto e curtir a viagem, que vai ser longa, mas bem rápida! Yu-hu!

Leia mais

sobre venenos e caipirices…

Feb 13

foto: Corbis

Sabe, venho de uma cidade bem pequena. Lorena é o que se pode chamar de fim de mundo. Tudo bem, fim de mundo é outra coisa, mas é ali pra lá da terra do Mazzaropi, dos jecas-tatu, depois da curva… (sou caipira de tudo, mas sei disfarçar, tá!).

Despedi-me de Lorena na mesma idade em que a gente costuma se retirar da infância (ou achar que saiu dela), aos 12, e voltei pra lá poucas vezes, talvez para não quebrar o encanto, para manter aquela coisa toda intacta, como se depositasse as boas memórias dentro de uma cápsula que levo no bolso aonde for. Ironicamente, caso o Alzheimer me pegue lá na frente, são as lembranças lorenenses as mais nítidas e acessíveis, pois dizem que os arquivos velhos são os mais vivos. Veremos. De certo, então, aos 90 (se eu durar esse tanto), tontinha das ideias, ainda terei na cabeça o nome de várias lojinhas e a sequência delas nas calçadas, o chafariz da praça, o picolé de groselha tinge-língua, as ruas de paralelepípedo, as caras conhecidas, a passarinhada da árvore do banco do Brasil que despejava suas titicas em mim no verão… paisagens que vou apalpando com a memória vez ou outra. A gente tinha um único cinema por lá, de frente à praça central. Foi lá que assisti ET (deviam prender o Spielberg por ter feito o ET mais feio ever e aterrorizado criancinhas), Um dia a casa cai, o Império do Sol e mais um punhado de filmes legais. A gente não tinha os problemas de agora para escolher que filme assistir, não! Se não me engano era sempre um filme só, então era aquele ou aquele mesmo. Isso faz pensar que quanto mais a gente retrocede no tempo, vê que era a própria vida que se encarregava de fazer as escolhas pra gente. No stress! Hoje tem 683468 opções pra qualquer bobaginha que a gente faz. Aí sofremos com dileminhas e dilemões que se põem no caminho… Ah, e como eram gostosos os filmes dos anos 80! Eles faziam sentido para nós crianças, havia sempre alguma traquinagem, adolescentes matando aula, conflitos bobos no colégio, piadinhas sujas, muita aventura e situações irreais, pai que trocava de lugar com o filho, criança que ficava adulto, insurreição de nerds… delicinha! Hoje a gente tem que aturar o bom-mocismo dos filmes infanto-juvenis e dos desenhos (blergh!), o que, convenhamos, não tem ajudado a criar ladies nem gentlemen, tamanha a má educação das crianças que se vê por aí.

Em Lorena só tínhamos um prédio na cidade inteira e todos o chamavam ingenuamente de… predião ♥! Hoje em dia, tadinho, como os prédios se alastram feito praga, deve ser predinho… É possível que no fim da vida eu fique sujetivamente presa a Lorena, para o bem e para o mal. Se alguém topar comigo em meados deste século, topará, sobretudo, com uma lorenense, com essas mesmas lembranças gastas entalhadas na cabeça. Peguei-me pensando nisso esses dias. Olha só no que dá o carnaval para alguém que não samba nem batuca!

Apesar de crescer em cidade miúda, viajava muito a São Paulo e achava tudo um horror (mas adorava os metrôs, as escadas rolantes e a cidade das crianças), dizia e repetia que nunca moraria lá! Imagina, toda aquela poluição, as ruas sujas, a quantidade de carros, as distâncias, eu hein! Mas sempre adorava voltar, amava e odiava aquela bagunça toda. Se eu soubesse que o trânsito e a poluição escalariam ao ponto de como estão hoje, acharia tudo aquilo uma graça, uma fichinha, seria uma menina de opinião mais condescendente… Naquela época, meu pai conseguia estacionar o carro na Galvão Bueno facinho, a qualquer hora do dia. Tá certo que muitas vezes a situação exigia muito talento pra baliza, mas hoje a rua não acolhe bem nem uma pulga. Delícia era entrar na velha livraria Ono e escolher mangás e livros para colorir, depois ir na peixaria azulejada no fundo da loja comprar obentô. Era tudo mais pacato quando o sushi ainda não era uma celebridade e as pessoas tinham nojinho de peixe cru…

Aí na adolescência, morando mais pertinho de São Paulo, continuei a frequentar muito a cidade grande. Ia com a atual comadre, garimpar CDs, bater perna, ficar perdida, dar risada. Depois passei a seguir as mostras de cinema, as exposições, oficinas disso e daquilo. Era sempre um pé lá, outro cá. Poderia me passar por uma culturete espertinha nessa época se não me vestisse e portasse como mais uma japonesa aguada na multidão e se não fosse tão… flagrantemente interiorana. O que achava mais intrigante era como alguns paulistanos tinham o interior como outro planeta, feito aquele estrangeiro que imagina o brasileiro indo trabalhar de canoa atravessando igarapés amazônicos. Alguns não entendem nada do interior, não sabem onde ficam nem as cidades medianas, nenhuma delas e, claro, estão convictos de que fora de São Paulo não há quase nada. É justo. Também não entendo nada de geografias e povos distantes e muitas vezes não me esforço, confesso. Engraçado como a gente já vai logo pondo um sombrero na cabeça do mexicano, boina e baguete no francês… por que não enfiariam uma banana na nossa?

Na infância eu não entendia muito bem que havia essa distinção entre capital e interior, achava todo mundo igual nesse quesito, afinal que diferença fazia na vida da pessoa esse negócio de nascer ou viver aqui ou lá? Quase nenhuma, a não ser que sejam as ilhas Salomão ou a Groenlândia… se bem que hoje nem o fim do mundo é tão fim do mundo assim. Aí a gente cresce e vai vendo que pros adultos é todo mundo tão diferente, só porque o sujeito é meio esquisitão, vem do bairro tal, tem o cabelo assim ou assado, tem um dedo a mais, gosta de homem, de mulher, gosta dos dois, qualquer bobagem é motivo pra criatura ser uma afronta pública. Não estou dizendo, com isso, que eu seja limpinha e não tenha meus bocados de conceitos feitos e instantâneos. Todo mundo parece que se ocupa muito em fingir que não tem preconceito nem inveja, essas coisas horrorosas que ninguém deveria ter, grita que não tem, solta um “deus me livre!”, mas tem. Ô! Se alguém admitir, vai pra fogueira do politicamente correto! Daí que todo mundo corre varrer seus achaques pra debaixo de um tapetinho sem-vergonha. Pura perda de tempo! Todo esse trabalho de negar as próprias falhas parece que só dá combustível pros nossos venenos queimarem mais dentro da gente.

Vocês viram a entrevista (sensacional) com o Laerte no Roda Viva desta semana (acho que foi reprise)? Seria apropriado, mas por enquanto, não vou falar dele, do Laerte ou da Laerte (não sei como andam chamando ele ou ela)… Repararam na psicanalista? Conhecia ela pelo nome e pelo que ela escreve por aí, mas não pelo rosto. Decidi aqui quietinha que, caso houvesse oportunidade, não trataria meu lado negro com ela, não. Algo ali não se adequa, a roupa, o porte, o jeitão de falar… Achei desleixada naquela hora (ó que maldade a minha!). Claro que minha esnobada imaginária não vai fazer diferença na vida de ninguém e tá certo que o cenário do programa, tão asséptico, não a favoreceu nadinha. E aquela luz? Tudo uma arapuca para as rugas, manchas e marcas de expressão! Desconto pra ela! Se eu fosse importante e fosse convidada pelo programa, só iria se me garantissem por escrito e lavrado boas doses de photoshop. Bom, mas também desconfio das psicanalistas peruonas demais, porque no fundo espero algum comedimento da pessoa que vai tratar meus desvarios. O meio termo sempre me parece mais salutar, mais apto. Sei lá por que a gente costuma acreditar nisso, mas é. De certo, uma pessoa que esquente um assento do Roda viva deve estar cheia de credenciais e qualidades mil e eu aqui, cheia de conjecturas furadas pra cima dela. A gente é assim, prontíssimo para pré-julgar o outro, enquanto os nossos defeitos ficam aqui, no choco, abafadinhos. Minha civilidade e fineza não permitem que meus conceitos precipitados se tornem uma grande coisa, algo a que devo me referir sempre ou que todos devem saber. Deixo tudo muito quietinho. Coisa minha (agora também é de quem me lê aqui). Céus!

Remediemo-nos.

 

Leia mais

a primeira festinha do Eric

Jan 29

Domingo fizemos uma festinha para comemorar o primeiro ano do Eric! No início a ideia era fazer algo na sala de casa mesmo e convidar no máximo os avós e tios, mas de última hora fomos convidando mais e mais pessoas queridas e a coisa cresceu um pouco (não tinha como não incluir todos que transmitiram tanto carinho pro Eric neste primeiro ano)! Foi tudo bem simples, divertido, corrido, com imprevistos de última hora… Organizamos tudo em uma semana, meio no improviso, juntando as louças, tecidos, aviamentos e papéis que já tínhamos em casa, comprando alguns descartáveis, encomendando os comes e bebes, fazendo nós mesmos algumas das comidinhas, aff… Deu trabalhinho, mas as coisas que a gente faz com mais carinho são as que dão mais trabalho mesmo, não é!?

Sim, eu sei que festa de criança costuma ser temática, mas eu não curto muito a ideia, sei lá! Sei que com crianças mais crescidinhas, os temas e personagens são inevitáveis, então aproveitei que o Eric ainda é bem pequeno e tá boiando pra fugir dos backyardigans, ursinhos pooh e cavaleiros do zodíaco (isso não tem mais, né?) enquanto ainda posso!

Mas olha, tivemos bastante sorte, principalmente com a decoração (não gastamos quase nada)! Como a mesa era bem comprida, cogitei em fazer uma toalha de mesa, mas como eu queria uma estampa geométrica grande, me frustrei nas lojas: só estampa miúda, florais, poás… Aí num lampejo lembrei que eu tinha esse lençol de solteiro quadriculado (sim, lençol) dando bobeira lá no fundo do armário, com essa cor linda, um amarelo bem forte, quase laranja! Aí fui garimpar tecidos lá no estúdio para fazer um saiote para a mesinha do bolo (usamos uma mesinha que já tínhamos em casa, que o marido fez há anos para servir de prateleira dentro do armário da cozinha da nossa primeira casa! > depois faço um post com os projetinhos de decor vapt-vupt que fizemos pra festa).

Achei esse brim amarelo-ovo que comprei quando comecei a fazer bolsas, vejam só… que tem o mesmo tom do lençol. Aí fechou! As cores da festa foram sendo definidas assim, meio que acidentalmente. Arrematei com um galão vintage, de flores, que era da época que meu pai tinha armarinho, ou seja, deve ter uns 30 anos (abafa!). Fomos no mercado comprar copinhos e na porta (juro!) havia esse dispenser laranja lindão com torneirinha e tudo, que combinou direitinho (às vezes essas coisas acham a gente, incrível! adoro isso!). Servimos suco de tangerina nele!

O bolo foi confiado a uma boleira old school, de primeira, que faz os bolos da família há décadas e faz bolinhos como os de antigamente, simples, sem firulas, com chantilly de verdade, frutas de primeira, muito leve, macio e honesto (faltou foto do bolo cortado):

O enfeite do bolo foi feito com cordão e recortes de cartões e folders que eu tinha em casa (gasto zero).

Docinhos de marzipan (adorava isso quando criança) e beijinhos:

Os beijinhos e cajuzinhos foram comprados no último minuto! Encomendamos marias-mole fofinhas no mercado central, mas esqueceram a nossa encomenda (não dá pra crer que alguém esquece encomenda de doces pra uma festa de criança… é quase uma maldade, meu deus!). Aí fomos eu e o marido procurar docinhos pela cidade em plena manhã de domingo… misericórdia! Qualquer coisa com açúcar àquela altura era lucro :P

Fiz pins para os docinhos com os galões também! Foi só recortá-los e colá-los nos palitinhos. Aqui em baixo, clássicos morangos com chocolate:

Também servimos banana com paçoca, quitute caipira, que aprendi a gostar com a minha mãe:

O marido fez uma letra caixa linda no dia anterior com os restos de um papel de parede que temos! Eu já tava querendo muito uma letra caixa para decorar o quarto do Eric e ela ficou bem charmosa na mesa!

Preparei cheesecake de copinho (este não precisa de forno), com compota de morangos caseira:

Brigadeiros, né, claro! Teve balas de coco e mini-croissants também (lá atrás):

Não tiramos nenhuma foto da mesa de salgados, olha o vacilo! Tinha sanduichinhos lindinhos, torradinhas e patê de ricota ao pesto (que eu mesma fiz) que vão ficar só na memória mesmo :(

Foi uma tardezinha bem gostosa, de clima ameno e aconchegante, só com as pessoas mais queridas:

O aniversariante na hora do parabéns, achando tudo muito estranho (por que todo mundo tá olhando pra mim? rs…):

Papais, ainda vivos e casados após este primeiro ano de Eric :)

 ♥♥♥

 

 

Leia mais

1 ano de Erix (o pequeno japonês-gaulês)!

Jan 24

Foi ontem! Eric deu uma voltinha no calendário e perfez seu primeiro ano! Teve chuva e trovões na hora do nascimento, exatamente como há um ano (espero ser sinal de bom agouro)! Terá festinha no domingo, mas ontem soprou a primeira velinha com os pais, assim que chegamos em casa.

Este primeiro ano foi:

arrebatador,

edificante,

inesquecível,

energizante,

desafiador,

corrido,

exigente

e feliz, de um jeito novo! A felicidade que mais tem sentido está dentro e não lá fora!

♥♥♥

 

Leia mais

escolhendo uma cadeirinha para carro…

Jan 14

E o Eric vai fazer 1 ano este mês, hein! É inacreditável como aquele amendoinzinho de outro dia está quase andando e falando hoje (omg! o que acontece com o tempo!?). Ele já está deixando o bebê conforto e aderindo à cadeirinha, voltada para a frente do carro. Aí outro dia comentei no facebook como é difícil comprar isso, já que estava indecisa no meio de tantas marcas, modelos, cores, tamanhos, faixas de peso, preços… Recebi várias dicas bacanas por lá, mas ó, escolher uma cadeirinha para o seu filho usar por tanto tempo (de 1 a 4 anos) não é coisa fácil, não! Pelo menos não foi pra nós, porque, vejam: há que se considerar uma lista de itens, além, claro, do famigerado selinho do Inmetro. Tem que pensar na faixa de peso e idade da criança e nas opções de peso oferecidas no mercado (há cadeiras de 0 a 36 Kg, 0 a 18Kg, 9 a 25Kg, 15 a 36Kg etc), ver se a cadeirinha é segura, confortável, se ela reclina o suficiente para a criança dormir com conforto, se o cinto de segurança do carro passa na cadeirinha (por incrível que pareça já vi comentários sobre cadeirinhas incompatíveis com cintos de alguns carros) e (ufa!), claro, o preço, né! Vi cadeirinhas de R$ 150 a R$ 1200, ou seja, uma variação absurda! Algum valor mediano estaria de bom tamanho para nós.

Fiquei bastante atenta à reclinação das cadeiras, pois pesquisando na internet, vi que isso era uma reclamação recorrente dos pais. Parece que em alguns modelos, a criança fica com a cabeça pendurada quando dorme, aí seria preciso improvisar com aqueles travesseiros de pescoço. O problema é que nas lojas físicas que visitei não havia tanta variedade de modelos e os preços não estavam muito atrativos. Resolvemos comprar pela internet mesmo, como quase tudo que compramos aqui em casa. Escolhemos esse modelo da Fisher Price, de 0 a 18Kg:

Sei que a marca não diz muita coisa, pois vi cadeirinhas idênticas com outras marcas. Imagino que tudo seja feito na China e a marca é mera questão de etiqueta, como acontece com muitos eletrônicos e eletrodomésticos, não se enganem! O que nos fez optar pelo modelo foram as 5 posições de reclínio (na verdade, pode-se considerar como 2, sentado e deitado, pois as posições são tão próximas que nem faz tanta diferença assim) e o aspecto firme do acolchoamento (não gosto muito de acolchoados moles). Também gostamos das laterais altas, que, acredito, podem dar alguma proteção extra no caso de colisões laterais.

Aqui, o Eric dormindo, bem acomodado na cadeirinha, a cabeça não fica pendendo de lado (queria tanto ver uma foto dessas quando estava pesquisando…):

 

O preço estava bem razoável, longe de ser uma das mais caras, ou seja, ficamos satisfeitos com o custo benefício.

Pontos negativos que observamos:

- não achamos a cadeira muito boa para ser usada voltada para trás (indicado para bebês até 1 ano), a impressão que deu é que ela fica instável e pode não ser segura em caso de acidentes;

- a instalação é um pouco complicada e chata (não sei se com outras marcas/modelos seja assim também), mas como provavelmente você fará a instalação poucas vezes, talvez isso não seja um problema;

- o cinto da cadeirinha é forrado com um material que parece uma borracha e ela esquenta quando o carro fica sob o sol, aí é preciso cuidado para não encostar na pele da criança (já estou pensando em cobrir com tecido);

- o cinto da cadeirinha não é lá muito fácil de se pôr e tirar. Isso é meio chato no dia-a-dia, mas também há a vantagem de a criança mais crescidinha não poder se soltar com facilidade.

É isso! Espero que minha experiência com a cadeirinha do Eric sirva, de algum modo, para alguém que esteja passando pelo mesmo dilema!

 

Leia mais