A pedidos, o projeto do sofá!

Aug 31

 

Como algumas pessoas pediram o desenho da estrutura do sofá, ei-lo! Se vocês clicarem nas imagens acima, os arquivos PDF serão abertos e vocês poderão salvá-los!

Como vocês podem ver, o sofá foi feito em módulos: braços, encosto e assento. As medidas do sofá pronto são estas: 180 x 78 x 74 cm (C x L x A).

Usamos 2 chapas de compensado virola, que foram comprados e cortados nesta loja. Madeireiras geralmente mantêm serviço de corte, mas só fazem cortes retos, não cortam em ângulo, nem em curvas. O corte curvo dos braços do sofá foram feitos em casa com uma serra tico-tico.

(A Leroy merlin também corta madeira, mas se não me engano, o preço era bem mais alto…)

Usamos alguns retalhos de madeira também, que já tínhamos em casa para fazer pequenos reforços nos cantos e juntas da base.

Para quem perguntou sobre o capitonê, costuramos os botões com uma linha de nylon bem resistente e uma agulha bem grossa e comprida, atravessando a espuma. Uma dica legal é fazer marcações na frente e nas costas da espuma para que o botão seja costurado bem no lugar que você deseja. Para ilustrar, esse vídeo é bem bacana (não se assustem, o que fizemos em casa foi mil vezes mais simples do que isso, mas é sempre legal ver profissionais em ação):

 

 

Repasso os gastos que tivemos:

Orçamento: R$ 512,20, uma bagatela se comparado aos sofás de qualidade semelhante que vimos nas lojas, que chegavam a custar 5 a 8 vezes mais!
lista dos materiais:
madeiras + serviço de corte: R$ 167,00
papelão: R$ 12,00
5 pés de madeira: R$ 90,00
lixas: R$ 3,20
espumas: R$ 149,00
zíperes: R$ 3,00
tecido do forro: R$10,00
sarja: R$ 60,00
parafusos de reforço: R$ 18,00
já tínhamos serra tico-tico, botões forrados, linha, parafusos, cola, grampeador de tapeceiro, verniz e pincéis em casa!
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fazendo almofadas com fechamento em zíper – é sopa!

Aug 17

 

Taí um projeto nível moleza pro fim de semana! Eu tinha 1 metro desse tecido pra estofado lindinho, com ondas amarelas, que ornam direitinho com o sofá, sem ficar muito “combinandinho”, do jeito que eu gosto! Pensei em fazer acabamento com vivo, pensei em fazer bordas fofinhas como esta aqui, mas acabei optando pelo jeito mais simples e preguiçoso mesmo: zíper no fechamento e nenhum acabamento. Sabem como é: o tempo tá curto, tenho uma criatura fofa que me chama a todo momento e o sofá, o Eric, a casa precisavam de almofadas pra ontem!

Comprei uma fibra acrílica pronta para rechear almofadas. Esta retangular, de 50 x 30cm, comprei na Tok Stok, por um precinho camarada. Ela já vem com capa de TNT (o TNT que eles usam é vagaba demais, rasga à toa, mas como ele vai ficar dentro da capa, acho que vai dar pro gasto):

Cortei 2 pedaços de tecido com cerca de 2cm a menos na altura e na largura do que as dimensões do recheio acima. Sapequei zíperes amarelos lá do estúdio e overlockei todas as extremidades, porque o tecido desfiava horrores:

Aí foi costurar o zíper nas 2 faces da almofada, frente e costas. É beeem melhor usar o calcador para zíper, mas eu estava em casa e estava sem o bendito, daí foi com o calcador simples mesmo, na dificuldade:

Depois é juntar os 2 tecidos, face com face, e fechar! Se você é iniciante e não sacou o processo, tem um tutorial bacana aqui!

Como eu tirei poucas fotos, não deu para fazer um passo-a-passo bem detalhado… sorry!

E ó, meu sofá novo ficou lindão! Agora sim, posso dizer que ele é 100% feito à mão, feito por nós de cabo a rabo ♥

 

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empurrando a bagunça pra debaixo do tapete – ou pra trás da TV!

Aug 14

Outro dia me perguntei se estarei viva para ver um mundo totalmente sem fios e contar pros netos incrédulos que no meu tempo tudo tinha fio, assistindo a cara de “como assim?” deles. Espero estar aqui para poder ter um secador de cabelos wi-fi, hehehe! Mas enquanto esse dia glorioso não chega, a gente vai se virando com os fios que tem, né… e é muito fio, gente! Me dá um ataque nervoso ver aquele emaranhado no chão juntando poeira e pêlo de gato, argh!

Nesse fim de semana, resolvemos atacar a TV! Vimos que tinha espaço sobrando atrás dela, suficiente para acomodar o roteador, o modem, fios e mais uma baguncinha. Olha só como era antes, o roteador e o modem ficavam em cima do meu buffet e tinha vários fios ali atrás:

Dava um panicozinho quando o marido chegava em casa e descarregava o notebook, mouse, máquina fotográfica e mais um monte de fios em cima do móvel. Aí amontoava tantos aparelhinhos e equipamentos que nos meus dias de fúria eu tinha é vontade de passar o braço em tudo, feito nos filmes, jogar tudo fora, limpar a alma!

Daí resolvemos diminuir o caos, fazendo uma pequena prateleira para ser fixada atrás da TV. Parafusamos uma fonte e um filtro de linha sob a prateleira e acomodamos o modem e o roteador em cima:

Aí foi só colocar a TV de volta no suporte, prender todos os fios que descem dela e voilá! Bem melhor, não!?

Ruim foi o jogo Brasil e Rússia no vôlei, um quase-ouro histórico…

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Um sofá feito em casa! Como? É possível?

Aug 08

Eric e o sofá! Nasceram quase juntos!
 

Vou começar este post com um grande parênteses:

(Alguém aí ainda lembra do nosso sofá, rs…? Para quem não acompanhou, vai aqui do lado na categoria “Fazendo meu sofá“. Revendo meus posts, vi que começamos em setembro/2011. Setembro! Quase um ano, hein! Bom, não levamos um ano para fazê-lo (imagina sentar no chão por um ano!). Ele até estava pronto, mas o estofado não tinha ficado do jeito que queríamos, o tecido ficou frouxo (grande aprendizado para o próximo projeto-tapeceiro é modelar tudo menor, bem menor). Aí, o Eric nasceu e sabe como é… muitas visitas, muito corre-corre e fomos usando o sofá do jeito que estava mesmo. Com um bebê em casa, a última coisa que pensamos por alguns bons meses foi o sofá! Mas recebemos cobranças: “cadê o sofá pronto?”, “e o sofá?”. E com razão, né gente, isso tava virando um encosto! Mas ele está aí ó, bunitão,em todo seu esplendor!)

E chega ao fim a saga do sofá feito em casa!

Nosso sofá, feito pelo marido, à mão, do zero, na coragem, na raça, em nosso pequeno apartamento! Agora a gente ri à toa, se refestela, senta e faz pose, porque olha, acho que foi o projeto mais demorado e trabalhoso em que embarcamos! Meu marido é a criatura mais destemida e doidinha que conheci. Tô pra ver um projeto que ele não tope! Ele arregaça as mangas, estufa o peito e, com os olhos cerrados, faz sinal de “vem!” com as mãos, rs… é a locomotiva do Tofu Studio!

Pois então, a maioria dos sofás DIY que vemos por aí internet afora usa pallets, alguma base ou aproveita alguma estrutura pronta ou semi-pronta. Nós queríamos fazer um sofá do nada, fazer surgir um móvel das nossas cabeças e mãos mesmo, não queríamos uma reforma, um tapinha num sofá antigo, nada disso! Queríamos um pouco de mágica e desafio, porque às vezes isso é fundamental pra vida ter mais sentido! Pensamos na estrutura, resistência, na forma, inclinação…  todo um trabalho de engenharia começou a tomar corpo. Depois foi o serviço braçal: juntar madeira, colar, parafusar, fixar as espumas, fazer os moldes dos tecidos, costurar e ter a devida paciência pra ver nascer o móvel tão aguardado, tão querido…

Dito isto, vou pedir meu champanhe e soltar um “Viva, conseguimos!”, porque ra-paz foi quase um parto (mentira, o parto doeu mais!), mas o bichinho ficou tão lindo, forte, confortável, na minha medida (a sola dos meus pés encostam no chão, coisa inédita na minha existência) e melhor, na medida da nossa necessidade, da nossa sala. Tem coisa melhor do que aquelas feitas por nós mesmos, na medida para o nosso uso, para o nosso espaço e bolso?

A ideia inicial era fazer um sofá de 3 lugares, mas pequeno. Sempre que víamos sofás em lojas, achávamos os de 3 lugares grandes demais para o nosso espaço e o de 2, achávamos pequenos. Não queríamos também encosto e braços muitos largos para economizar espaço (vocês sabem, em apartamento pequeno, cada cm conta!) e, sobretudo, queríamos algo simples, honesto, que não custasse um rim traficado e, se tivesse uma carinha vintage, com aquele climão Mad Men, seria o sonho, ou seja, tava osso encontrar um sofazinho pra chamar de nosso…

Lá no primeiro post eu disse que íamos fazer só a estrutura de madeira e que o estofamento seria encomendado com um tapeceiro… tsc, tsc, tsc. Acabamos fazendo é tudo! Neste momento eu levanto minha placa de “eu já sabia!”. Calaaaro que íamos fazer tudo, porque, digamos, curtimos uma aventura e (droga!) essa coisa de ser crafter impregna na gente e não larga mais!

Deixei aqui em baixo uma retrospectiva do projeto em fotos, desde os primeiros desenhos até o sofá pronto com o distinto usuário Eric, todo metido. O que posso garantir é que nosso sofá é bem mais robusto, resistente e valente do que os sofás que vimos lojas afora, porque, vou te falar, tem cada móvel ruinzinho dando pinta de bacana nas vitrines, com preços tão desaforados que só rindo! Não se deixem enganar, hein! Olho clínico, gente, olho clínico!

Forramos a estrutura com uma espuma fina. No encosto usamos espuma densidade 28 e no assento, densidade 33. Os pés são palito (um achado!) e fizemos acabamento em capitonê (botãozinho), com recortes e pespontos no encosto e no assento, olha aí:

não ficou lindão? Ouço fogos e rojões ecoando na minha cabeça :D

 

*update:

quase ia esquecendo do orçamento: gastamos com o sofá, módicos R$ 512,20, uma bagatela se comparado aos sofás de qualidade semelhante que vimos nas lojas, que chegavam a custar 5 a 8 vezes mais!

lista dos materiais:
madeiras + serviço de corte: R$ 167,00
papelão: R$ 12,00
5 pés de madeira: R$ 90,00
lixas: R$ 3,20
espumas: R$ 149,00
zíperes: R$ 3,00
tecido do forro: R$10,00
sarja: R$ 60,00
parafusos de reforço: R$ 18,00
já tínhamos botões forrados, linha, parafusos, cola, grampeador de tapeceiro, verniz e pincéis em casa!

 

 

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Torta de limão e chocolate

Mar 19

Sou daquelas que odeia, odeia jogar comida fora. Meu pai deve se sentir orgulhoso do tanto que ele tentava me constranger falando das pobres criancinhas mal-afortunadas que passam fome debaixo das pontes por aí e eu ali na mesa fazendo cara feia pro jantar. Mas é que, de verdade, me dá agonia jogar comida fora! Até em restaurante eu tento comer tudinho. Acho cafona quem acha bonito deixar comida no prato.

Agora, adulta, com uma cozinha para pilotar, minha cabeça está sempre voltada para o que tem na geladeira e na despensa e o que está para vencer primeiro. Aí a gente aprende a fazer umas análises combinatórias internas, tentando juntar lé com cré e resolver o almoço, o jantar ou a sobremesa do dia. Eu tinha uma barra de chocolate meio amargo, um pacote enorme de biscoitos maizena (era para um pavê de fim de ano que acabou sendo abandonado, vai vendo…) e limões nas últimas. Aí pimba: isso dá uma torta de limão luxo!

e foi assim: fiz aquela massinha básica e preguiçosa para tortas. Peguei 2/3 do meu pacote de biscoitos (isso dá 250g) e triturei no liquidificador até virar uma farofinha. Botei numa vasilha e juntei o pouco que eu tinha de chocolate em pó (1/2 xícara) + 3/4 de uma embalagem de manteiga sem sal em temperatura ambiente. Amassei e forrei o fundo e um dedinho da lateral da minha forma de fundo removível. Levei à geladeira por 1 hora mais ou menos. Aí peguei o chocolate (180g), tirei uma fileirinha para raspar e decorar a torta no final e com o resto fiz uma ganache, derretendo-o no microondas (uns 15 segundos dão conta do recado) e misturando com uma caixinha de creme de leite (tem coisa mais linda que ver aquele chocolate brilhante se incorporando ao creme de leite?). Joguei por cima da massa e levei à geladeira de novo para firmar. Aí parti para o creme de limão: raspei as cascas de 2 limões e espremi o suco deles. Numa tigela, joguei uma lata de leite condensado, 1 caixinha de creme de leite, o suco de limão + as raspas. Mexi tudo e acrescentei meio pacotinho de gelatina em pó sem sabor hidratada de acordo com as instruções da embalagem. Geladeira de novo (deixei de um dia pro outro). Aí no final foi só decorar com raspas de chocolate e limão.

Sobremesa singela, clássica, que agrada todo mundo! O que mais a gente pode querer, hein!?

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a limpa do fim de ano!

Jan 06

foto: Corbis

Todo fim de ano faço o tradicional rapa na minha casa e no estúdio. Eu até começo a sonhar com isso lá pelo início de dezembro, vê se pode! Tenho uma tendência acumuladora que eu diria que é domesticada e domada, porque eu tento me disciplinar e tenho melhorado morando num apartamento pequeno, mas acho também que acumular é, de certa maneira, uma característica de quem faz crafts. Tenho, por exemplo, alguns chochins (lanternas japonesas) antigos que coloquei na caixa que ia pro lixo, mas olhei, olhei e peguei de volta, porque achei que poderia aproveitar a estrutura e restaurar, talvez para fazer alguma festinha pro filhote que está a caminho e outra: também não vejo sentido em encher mais o caminhão de lixo se eu posso reutilizar lindamente um objeto. Tá vendo!? A gente pira e inventa utilidade para tudo. Aí pensei na leveza que deve ter a consciência daqueles que compram tudo pronto e não fazem nada em casa, que usam as coisas e sim-ples-men-te jogam no lixo depois, sem nenhum remorso, sem pensar no bolso e no espaço que a gente e nossas coisas ocupam no planeta. OMG, por que eu não posso ser uma dessas criaturas!? Aí a casa vai enchendo, as caixas se multiplicando armazenando materiais potenciais para projetinhos vindouros que nunca vêm! Não é uma praga?

Primeiro eu sempre ataco toda a papelada. Explico por que: a sensação de organização que você ganha depois de atacar uma pilha de papéis, separar tudo em pastinhas, colocar etiquetas é reconfortante, eu diria. Você se sente quites com sua consciência e sente que sua vida está em ordem, seu banco de dados físico está arrumadinho e que você vai achar tudo que quiser com um esticar de braços, com muita elegância e finesse, no stress! Aí eu fico super-estimulada a organizar os outros setores da casa! E estamos precisando, viu! Temos um quarto só para a bagunça desde que mudamos. Já conseguimos reduzir uns 60% do volume de coisas que havia nele. Dramático!

Separo também os livros que já não vão ter serventia, as roupas que não uso há tempos, lavo o que está no guarda-roupa há um tempo considerável. O marido se ocupa com as tralhas dele. Ele tem muito lixo eletrônico, caixas de som antigas, até placa-mãe de computador, muito retalhinho de madeira, milhares de CDs… vão imaginando… A sorte é que a prefeitura da cidade mantém um serviço de coleta de tudo que é material reciclável. O munícipe precisa levar a bagunça até um dos pontos de coleta. Já levei caixas e caixas de retalhos de madeira! Ainda temos mais coisas para despejar lá! Desse mês não passa!

Não consigo começar bem um ano sem fazer meu ritual de purificação doméstica! Agora posso dizer que tô prontinha pra começar 2012 leve e solta ;D

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