projetinhos craft instantâneos (ou quase) para uma festinha infantil

Feb 05

Como prometido no post anterior, vou dar uma percorrida rápida nos projetinhos de última hora que fizemos para a festinha do Eric. Vocês pensam que ficamos semanas planejando festa? Tsc, tsc, tsc, bem que eu gostaria, mas tudo foi feito em uma semana! No início de janeiro ainda estávamos pensando se faríamos uma festa e se fizéssemos que tamanho seria (1. micro-micro festa só com os avós, 2. mini-festa de no máximo 10 pessoas ou 3. algo maior para umas 40 pessoas?). Confesso que a preguiça quase tomou conta e quase sucumbimos para o plano 1 ou 2, com alguma fé e coragem, mas na última semana, do nada, numa conversa no almoço, eu e o marido resolvemos aumentar o festejo, para nossa alegria e desespero!

Espero que este post dê uma animada naquelas pessoas que estão com um aniversário de criança chegando e estão desanimadas achando que não vai dar tempo pra nada, que você é uma negação como mãe, que os preparativos são muitos e o tempo e a grana são curtas. Nessa hora o melhor a fazer é juntar todo mundo que pode ajudar com alguma coisa, a amiga que faz docinhos, a tia que costura, o marido que pode sair pra encomendar salgados, enfim, quanto mais cabeças, mãos e pernas, muito melhor! Mas também não é pra desanimar se a força de trabalho se resumir ao casal. Dá pra fazer muita coisa com apenas 4 mãos! A maior parte dos projetos foram feitos à noite, de pijama, hehehe, depois do expediente no Tofu Studio (por isso as fotos noturnas sofríveis). Eu meio que incorporei o espírito Jamie Oliver de fazer sair uma refeição em 30 minutos. Ele sempre diz pra ajustar a mente para cozinhar em meia hora, então tudo tem que estar à mão, ingredientes, panelas, forno ligado. Minha missão era fazer sair uma festinha em 1 semana, nos horários em que eu não estava trabalhando ou correndo atrás do Eric, ou seja, sobrava algumas horinhas minguadas do dia e só. Então deixei a ambição de lado (isso é muito importante quando não se tem tempo) e abandonei logo de cara ideias como mandar imprimir algum material na gráfica, fazer algum cartaz, correr em busca de algum doce maravilhoso… acho tudo lindo, mas não ia dar tempo e no final eu poderia acabar não fazendo uma coisa nem outra, ó que trágico! A melhor coisa nessa hora é ser simples e honesto!

Para decorar o espaço atrás da mesa resolvemos fazer algo bem rápido (que não fossem bexigas, que, dependendo do arranjo, acho meio deprê!) e que preenchesse bem o espaço, dando um bom efeito visual (se o objetivo é ser rápido, não dá pra inventar muita moda, né!). Aí fizemos os famosos pompons da Martha Stewart. Bom, os créditos vão pra MS, mas imagino que quem é afeito aos crafts antes da era virtual certamente já conhecia a receita do velho pom pom de papel de seda. Também fizemos bandeirinhas aproveitando as montanhas de retalhos de tecido que temos no estúdio. Foi coisa simples, triângulos cortados com tesoura de picote, sem acabamento, nem nada, tudo preso com viés listrado:

Outra dica ótima para economizar e fugir dos pratos e travessas descartáveis (que costumam ser bem feios e óbvios) é juntar as louças que você tem, emprestar de alguém que tenha peças bacanas (lógico que você, muito fina, vai se responsabilizar por quebras ou danos, né) e dar uma alegrada naquele mar de louças sem graça, afinal festa de criança deve ter alguma cor! Aí vale desde leiteiras, molheiras, formas de torta… Gosto muito de dar usos novos para essas coisas, que ficam bem mais charmosas!

Vocês estão lembrados do lustre que fica sobre a mesa de casa? Lembra que demos uma repaginada nele com papel contact? Então, adotamos o mesmo princípio na molheira, cremeira e nos copos da festa. Comprei estes adesivos de bolinha na papelaria. Gente louças de poás instantâneos, ó que coisa boba e rapidinha!

Colocamos os garfinhos e colheres dentro deles:

Aí fui fazer o mesmo com alguns copos, cortando triângulos pontudos, onde coloquei grissinis para servir com patezinhos:

Esqueci de fotografar a mesa de salgados, então só tenho essa foto chocha do copo com grissinis :(

No meio do caminho surgiu a questão do bolo. Eu queria que ele ficasse elevado na mesa, como faz? Aí lembrei que eu tinha uma “mesinha”, na verdade foi uma espécie de prateleira que o marido fez para por dentro do armário da cozinha da nossa antiga casa, sem precisar furar o móvel, mas ela está gasta e feia, coitada:

Aí fiz um saiote para cobrir a mesa. Usei um brim amarelo que tínhamos no estúdio, ó que cor linda:

Fiz pregas nos cantos para o saiote ficar armadinho e na barra, costurei esse galão de florzinhas, que é a coisa mais fofa!

No fim, o saiote ficou assim ó:

Aí teve os projetinhos da noite anterior. Como enfeitar o bolo, céus! Peguei alguns encartes e folders que eu tinha na gaveta e comecei a recortar bandeirinhas com motivos bem alegres: gatinhos, chapeuzinho vermelho, foguetes… colei tudo num barbante e amarrei em palitos de madeira:

Enquanto isso, o marido se dedicava a uma tarefa mais exigente: uma letra caixa, E de Eric! Sorte não termos dado nomes que comecem com S ou M, rs! A letra foi feita com papelão Paraná, um bom estilete, cola e papel de parede (não há nenhuma necessidade de ser papel de parede, é porque era o único que tínhamos em casa na hora). Foi o projetinho mais lindo da festa e vai pro quartinho do Eric!

E foram assim os bastidores da primeira festinha do Eric, tudo no melhor estilo “vamo q dá!” :D

♥♥♥

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sofás gêmeos

Nov 05

achei um sofá gêmeo do meu! ;D

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Decorando uma luminária com contact!

Sep 19

Gente, essa é moleza! Eu tô pra ver projeto mais baba e libertador do que esse! Libertador porque, veja bem, você pode recortar papel contact nas formas que quiser e sair colando pela casa e se enjoar é só tirar! Não precisa de destreza, nem habilidade!

Queria dar uma colorida na luminária pendente que fica sobre a mesa de jantar, mas não estava disposta a pintá-la. E se enjoar? Gostaria de algo que pudesse ser mudado com facilidade. Minha luminária é toda branquinha, de metal e eu acho o formato bem moderno e charmoso! Não queria nada espalhafatoso, aí decidi cortar triângulos amarelos, coisa simples, mas que deram cara nova e divertida a ela.

Acho que cabe aqui um comentário: toda vez que compro objetos ou móveis pra minha casa, sempre busco peças que posso alterar depois. Sei lá, acostumei a pensar assim. Sempre vejo se a peça pode ser pintada, imagino outros puxadores quando há gavetas em algum móvel, penso em forrar cadeiras, trocar pernas de bancos e por aí vai. Não gosto de objetos e móveis estanque, sabe, aqueles que não permitem ou dificultam muito uma personalizada futura, porque e se enjoar, como faz? Não quero jogar fora, quero fazer a peça ficar com a cara da minha casa! Se eu tivesse optado por um daqueles lustres de vidro, todo rebuscado, por exemplo, além de não ter nada a ver comigo e com a minha vida, deixa pouca margem pra fazer qualquer coisa. Então pra mim e pro tamanho da minha casa e do meu gosto, coisas simples, linhas retas e pouco fru-fru são a pedida!

Deixei umas fotos do projetinho aqui, mas é tudo muito intuitivo! Você pode sair recortar formas simples e sair colando contact em fundos de estantes, em cadeiras, até rodapé pode ficar bacana! E eu já tô pensando em aprontar no meu buffet ou talvez nas batentes das portas… deixo para as cenas dos próximos capítulos…

 

 

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pintando cadeiras de metal

Sep 06

Assim que vi a transformação feita nesta cadeira, lembrei daquelas cadeiras de boteco, sabe? Aquelas de metal que fazem conjunto com mesinha e, não raro, fazem propaganda de alguma marca de cerveja? Pois é, elas são clássicas e aposto que um monte de gente tem alguma cadeira dessas guardada em algum canto da casa! Joga fora, não! Reaproveita que elas podem ficar novinhas e charmosas! Diz aí se não é uma boa fazer um carinho nelas, pintar e fazer uma almofadinha, ainda mais com feriadão à vista? Elas podem dar um toque de cor à mesa de jantar, servir como criado-mudo ou até como móvel de apoio na sala!

 

 

antes que alguém se confunda: não fomos nós que fizemos a cadeira. O projeto e as fotos vieram daqui.

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Camas elevadas para crianças

Sep 04

Quem acompanha meu Pinterest, pode ter reparado que ando colecionando ideias para o quarto do meu filho. O Eric ainda não tem quartinho, porque optamos em fazer um bercinho anexo a nossa cama e porque nunca imaginei ele dormindo no quarto ao lado e eu dormindo com uma babá eletrônica… Enfim, tá chegando a hora de pensar numa cama pequenina para ele, mas eu gostaria de futuramente elevar a cama para aproveitar melhor o espaço. A outra vantagem das camas elevadas é que crianças amam cabanas e toquinhas (pelo menos, eu sonhava com uma no meu quarto!) e imagino que ele vá ficar todo pimpão com uma! E mais futuramente ainda, a parte inferior pode abrigar uma escrivaninha, um lugarzinho para ele estudar. Vocês estão vendo que a ideia aqui é fazer algo mega-versátil que vai se transformando com o tempo, né! Se a sua casa ou apartamento tem um pé direito generoso, eu não perderia a oportunidade de deitar e rolar em cima dessa ideia!

Aí vou compartilhar aqui algumas imagens-inspiração pra vocês acompanharem um possível futuro projeto que pode pintar aqui no blog! Vai vendo se não dá vontade de correr e fazer um quartinho como estes aqui:

 

 

♥ todas as fotos foram pinçadas no Pinterest.

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A vida não é um doce. Aceite.

Aug 31

foto: Corbis

Reflexão básica depois de ter feito o sofá: estamos viciados no rápido, fácil e instantâneo, não estamos, não?

Isso porque li um comentário no face dizendo que seria mais fácil comprar um sofá pronto. Seria mesmo. E no final das contas também seria mais barato, porque tempo custa muitos dinheiros (a não ser o tempo baratinho das pessoas desocupadas). Então pra quê perder tempo e dinheiro fazendo um sofá ou fazendo qualquer outra coisa que demanda tanta energia, esforço, dias e dias “perdidos”? Para algumas pessoas, somente otários fazem essas coisas. Esse modo de ver traduz bem como as coisas são hoje ou pra onde elas caminham. Ninguém quer dificuldades ou tentam escamoteá-las a todo custo. Até as crianças vão absorvendo essa mentalidade tão em voga. Vira e mexe vejo sistemas de ensino e escolas prometendo um ensino “lúdico” (aliás, ô palavra depauperada!), propagandeando que as crianças irão aprender brincando, como se não precisassem se esforçar pra isso e os pais acham ótimo. Eu acredito que é possível aprender alguma coisa brincando, mas não se enganem, a maioria das coisas, o conhecimento e o raciocínio mais finos e profundos e que nos levam mais longe exigem esforço e tempo. E muito. Temos que meter a cara nos livros e estudar anos e anos. É assim e sempre foi, não tem mágica (e eu não vou nem entrar no assunto cotas, porque aí a coisa fica mais sinistra ainda)! É demorado e trabalhoso e até onde sei, não existe ainda nenhuma tecnologia que enfia conteúdo na nossa cabeça, assim por osmose. Os adultos, especialmente os novos adultos, também estão infantilizados, pensando que é fácil fazer dinheiro. Penso que a ostentação das pessoas nas redes sociais contribui muito para essa sensação de que tudo é fácil. Parece que Nova York, Paris e Istambul ficam logo ali na esquina, que comer em restaurantes bacanas todo dia é trivial e que comprar todo tipo de coisa toda hora é banal. Costumo dizer que redes sociais têm diegese própria, ou seja, têm um campo ficcional, uma narrativa particular, onde há apenas a melhor versão de tudo, as melhores fotos, os melhores ângulos, os melhores momentos. Nada contra. É justo. Quem não quer mostrar só o melhor de si, feito os comerciais de TV? O problema é a vulnerabilidade do espectador. Muita gente acredita que esse pedacinho da verdade é toda a verdade. Não caiam nesse conto da carochinha, somos adultos, a vida é difícil, sempre foi. Por que justo a nossa geração seria agraciada por uma vida sem dificuldades? Cada perfil do facebook carrega tantas tragédias privadas quanto momentos cor de rosa, embora só estes últimos entrem na narrativa. É uma questão de agenda.

Mas do que eu estava falando mesmo? Sim, de projetos longos e demorados! Nesses últimos dias, morreu o flautista Altamiro Carrilho e numa das reportagens que assisti fiquei sabendo que ele começou a tocar flauta bem novinho e ele mesmo as fazia, furando bambu com ferro quente:

“Eu comecei a fazer as minhas próprias flautinhas: serrava perto do ombro do bambu, deixava toda a parte aberta, e ia furando com um ferro quente. Furava e tocava, tirava uns sons agradáveis tocando sozinho em casa. Nessa época, eu morava em Niterói. Um dia, o carteiro que entregava a nossa correspondência parou, deu as cartas pra minha mãe e de repente perguntou: ‘Que som bonito! Quem toca flauta aí na sua casa?’. Minha mãe respondeu: ‘Não é flauta profissional não, é uma flautinha de bambu, o meu filho mesmo que faz e tal, assim, assim’… O carteiro pediu para me conhecer. E lá vim eu com a flautinha na mão, menino, onze anos por aí… O carteiro me perguntou se eu queria estudar flauta. Eu disse quero, e ele começou a me dar aulas gratuitas. Ainda emprestava a flauta transversa dele para que eu estudasse. Em casa, eu me virava com a flautinha de bambu mesmo”. O trecho veio daqui.

Temo pelas crianças e adultos incapazes de se dedicar a qualquer coisa por mais de algumas horas ou de completar projetos extra-escolares ou não-profissionais, sim, porque estes você tem obrigação de fazer, então você faz. A gente tem que viver tudo tão intensamente, não é? É isso que as propagandas discursam por aí: você tem que viver cada dia como se fosse o último, senão corre o risco de você ser um mongo e sua vida não valer nada! Mas tem alguém que celebra, comemora e pula de pára-quedas todo dia? Tem não, todo mundo tem suas misérias pra remediar e tratar. A maioria dos dias são ordinários, não acontece nada de espetacular. É incrível como parece que a geração que vem por aí tem dificuldades de aceitar isso. Acho que haverá cada vez menos crianças dispostas a fazer de um bambu uma flautinha. Fazer flautinhas não é viver intensamente, porque demora, porque é introspectivo, é uma felicidadezinha que não se esbanja, porque o sujeito tem que ficar esquentando ferro e furando bambu e provavelmente não vai ganhar dinheiro, nem fama e as meninas da escola não vão querer saber de um menino assim. Ou seja, flauta é uma coisa “idiota” de se fazer! Ainda é capaz de a criança ser alvo de chacota das crianças mais “espertas”, que compram tudo pronto. As coisas estão estranhas… Lembro que o Mário Sérgio Cortella dizia num Café filosófico que as crianças hoje já não querem mais estudar piano clássico, porque demora, toma uma década de estudo, horas por dia… Imagina só o desatino!

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