porque eu tenho medo

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foto: Corbis

note que começo este post não com uma pergunta, mas com uma oração explicativa. Isso porque ando pensando sobre este tempo maluco em que habitamos… muita informação pipocando de todo canto, muita gente se digladiando atrás do melhor lugar na fila, da melhor posição na empresa, da melhor mesa no restaurante, do melhor networking, todo mundo precisa saber da última it-novidade fashion, do último gadget cool lançado pela marca tal, muita gente querendo saber e ter coisas sem motivo, só porque todo mundo sabe ou tem, claro, porque precisamos estar bem na foto para postar nas redes sociais, ave… gente, precisamos de calma! Acho que no fundo temos medo, medo de ficar para trás, de sermos os últimos coitados na fila do sucesso, medo de os amigos chegarem na frente, de o vizinho comprar um carro melhor que o nosso e ficarmos em segundo plano amargurados, pobres e ranzinzas, sentados num cantinho fétido ouvindo os Smiths.

Acho que crescemos estimulados a querer coisas que não podemos alcançar ou posições de destaque que, muitas vezes, não tem nada a ver com nossa natureza. Isso traz um sofrimento do tamanho do mundo. Eu resolvi me desvencilhar dessa mochila pesada, porque além de me dar uma dor nas costas tééérrível, eu me sentia a pior das criaturas vivas. Decici buscar o sucesso para mim e não para os outros. Não, não, isso não é lindo e não virei budista, zen ou adotei uma terapia ou crença alternativa que me desligou das coisas mundanas (continuo curtindo muito minha cota de hedonismo). Foram eu e meus botões mesmo que operamos a mudança, isso porque venho de pais e avós muito práticos, que não entendem bem por que uma pessoa fica refletindo sobre quem sou eu, quem é Deus e para onde vamos, anyways… Resolvi abraçar essa coisa de ser self-made-woman, porque na minha vida não cabe outra alternativa. Ainda tenho um medão de 1 zilhão de coisas, ainda é difícil pra caráleo chuchu, ainda tenho que cultivar tripas de aço para dar conta do recado, mas é diferente, tenho um horizonte enorme na minha frente, meus medos não me fazem me odiar, como já fizeram um dia, e nem têm efeitos colaterais funestos, não sou esquizofrênica nem desenvolvi distúrbios ou transtornos emocionais relevantes. Tô bem assim!

só pra constar:  escrevi depois que li esta matéria bacana da Vida Simples!

5 Comentários so far »

  1. by Julia, on abril 6 2009 @ 11:02 pm

    Nossa, me identifiquei muito com esse seu post, viu… =)
    Bom saber que não estou sozinha.^^

  2. by Emy, on abril 7 2009 @ 6:47 pm

    oi julia, estive “rebelada” esses dias, muito stress! Agora passou! Mas acredito que estamos quase todos surtados mesmo, hehe! bjinho

  3. by Sandra, on abril 19 2009 @ 8:42 pm

    Puxa, fazer parte dessa sociedade contemporânea nos força a dar vazão às nossas tensões de alguma forma, caso contrário, sempre aparece uma doençazinha chata…
    Adorei o seu post pois eu me refleti muito nesse seu desabafo. Engraçado que vivemos num mundo que adora cuspir slogans do tipo “seja você mesmo” e tals, mas os chamados símbolos de sucesso nunca consideram a verdadeira autenticidade.
    O jeito é seguir a verdadeira essência de nossa alma! :-)

  4. by emy, on abril 20 2009 @ 8:48 am

    é sandra, eu acho tão vaga essa história de “seja você mesmo”, primeiro porque eu não acho q seja assim tão fácil e tão simples saber quem nós somos. Vejo pessoas vivendo a vida dos outros ou de acordo com as expectativas de outras pessoas sem se dar muita conta disso. Sei lá, é tudo muito complicado hoje em dia! bjoca

  5. by bruno, on novembro 14 2009 @ 7:17 pm

    puxa eu nao sabia que alguem podia me tocar tao fundo como esse post vc esta de parabens nuca me sentir tao emocionado como estou agora obrgado por essa mensagem de fe e cnfiança de hoje em diante vou tentar me esquivar mais do capitalismo que abita em minha volta!!!valeu

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