
Fomos ali em Cunha recompor nossas energias bem pertinho do céu, caminhar, comer bem, beber, descansar, fazer um break estratégico, pois a coisa anda corrida e muito insana por aqui. Fomos recebidos por um mar de nuvens que se espreguiçava densamente até o horizonte, até a última curva que a vista alcançava. Não deu pra ver muita coisa, mas melhor assim! Foi como se realmente estivesse suspensa e flutuasse levemente por ali… E não pensem que apreciar essa vista é moleza, porque pra chegar até aí, é preciso muita perna, viu? Você vai seguir de carro numa estradinha de terra, caminho para a Pedra da Macela (essa senhora aí de cima). Depois, à pé, botar seus pulmões à prova numa subida íngreme, tortuosa e penitente, por isso, gurias, nada de saltinho, roupa apertada, sapatinho e outros fru-frus. Mas depois que a gente olha ao redor, tudo vale muito a pena!

e foi assim: em Cunha, pertinho do lugar onde nasci e cresci, o tempo passa devagarinho e eu precisava mesmo retardar meu relógio, porque meus dias têm passado num susto! Cunha tem lugares e paisagens ótimos, uma terra rica e gentil, que atraiu vários ceramistas pra lá. Os trabalhos são lindos, desenvolvidos com técnicas variadas. O ateliê Suenaga & Jardineiro faz da abertura de seus fornos Noborigama um acontecimento! Tem até coquetel na ocasião, um must! Cresci com algumas das peças deles na casa de minha mãe, adornando a sala e servindo lindamente as refeições

Eu, que sou entusiasta das boas coisas artesanais, me fartei dignamente num cantinho ótimo, chamado Villa Favorita, que serve massas artesanais deliciosas, que casaram divinamente com meu paladar, tudo fresquíssimo, pouco sal, muito sabor. Lá tem shiitake fresco, uma perdição! Tudo acompanhado por uma cerveja artesanal esplendorosa, fermentada na própria garrafa e feita por um senhor alemão lá das redondezas (vou ficar devendo o nome, deu bloqueio!). O jovem dono do restaurante é quem produz as massas, sova os pães italianos e cultiva os cogumelos. Vale cada centavo! O interessante é que pelo que ele me disse, ele era engenheiro mecânico da GM, largou a profissão e abriu uma pousada-restaurante em Cunha. Fiquei encantada pela atitude, pela coragem e pelo lugar tratado com tanto esmero, tudo muito simples, chic, verde e florido. Pra quem quiser se deliciar, fica lá na Rodovia Cunha-Paraty no Km 65.
Passeio lindo, clima zen, romântico, friozinho de serra, era tudo que eu precisava! =)






















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