
Foto: Corbis
Como vocês já sabem, estamos às voltas com a decoração do novo estúdio, o novo Tofu Studio! Foi em 2006 que começamos nossa história, ainda no modo “testando”, sem saber onde chegar, sem muita certeza de nada e ainda, passados quase 4 anos, não sabemos ao certo qual estrada tomar, nada é seguro, apenas a força, as amizades e a coragem que vieram do caminho que percorremos. Quando criança, imaginava que a vida dos adultos era repleta de certezas e que eles sabiam muito bem o que fazer. Para tudo havia um método, uma receita calculada. A gente cresce e as certezas não vêm. O que vem é a percepção de que sabemos muito pouco sobre tudo e que muitas das nossas decisões não têm nada a ver com certezas e sim com dúvidas. Somos, na verdade e ainda bem, criaturas com muito pouco juízo, pulamos em muitos buracos escuros assim sem muita ponderação, levados por um arrebatamento qualquer. Lembro que me vi realmente adulta quando percebi que estava jogada num oceano bem arredio, lançada a minha própria sorte, e que não tinha controle sobre as marés nem sobre as ondas, só podia içar uma velinha diminuta e tentar seguir meu caminho com paciência e persistência, porque há alguma coisa maravilhosa à frente e o coração sabe.
Toda decisão é impregnada de riscos e acho bonito, acho justo que seja assim, porque uma vida bem vivida não sai de graça. As melhores coisas da vida não são de graça. Não se vive um amor de graça, é preciso renúncia e doação e, acima de tudo, não cobrar faturas do objeto do seu amor se tudo der errado, porque somos nós e exclusivamente nós os responsáveis pela condução de nossas vidas. Não se monta uma empresa de graça, é preciso estar disposto a perder tudo para levá-la adiante. Acho triste ver que estamos cada vez mais criando uma sociedade com total ojeriza ao risco, que detesta trocar a receita fácil pelo inesperado, pelo não-programado, preferindo uma platitude sufocante à possibilidade de criar horizontes novos.
Hoje brindarei aos novos recomeços, aos novos caminhos, às encruzilhadas que vêm para o bem e para o mal!
(obs.: Marisa, desculpe! Apaguei seu gentil comentário sem querer! sorry!)
























