estão de ressaca da morte do Michael Jackson? É povo, eu tb estava até ver esse vídeo impagável de presidiários filipinos (tá bombando) fazendo uma “releitura” do clipe Thriller. A coreografia é perfeita – para o padrão diletante dos dançarinos, obviamente. A namorada do Michael é feita por um transexual calvo e deve ser a parte mais hilária do clipe. Consta que os cerca de 1500 presidiários se tornaram atração turística e o presídio abre as portas gratuitamente para que visitantes assistam à apresentação. Então, quem estiver a caminho das Filipinas tem programinha bacanudo pra curtir ;D
Arquivos de junho, 2009

Tem horas que a gente tem mesmo fé na humanidade… Só para vocês verem que dá para fazer boa propaganda com um produto trivial como o papel. A Arjowiggins é uma empresa de origem francesa e inglesa que fabrica papéis especiais (eu não conhecia, mas certamente as moças crafteiras do ramo dos papéis devem conhecer) e lançou uma linha nova de papéis, a Curious Collection (o site é uma gracinha) e os papéis parecem divinos (tem uma linha metálica e uma translúcida). A campanha foi produzida pelo Studio Edelkoort, que selecionou uma paleta de cores super hype e deu movimento e vida ao papel, num ambiente onírico, hiperbólico e suave (olha só que tudo o maxi-origami ali em baixo e a modelo tem assim o shape da Agyness Deyn, hein). Lindão!
então, tem gente que diz que os filmes do Tim Burton são todos iguais: Jonnhy Depp, a patroa, Helena Bonham-Carter, visual meio gótico-psicodélico-TheCure, tiradas bem humoradas dentro de um contexto sinistro/sombrio. É, mas por mais que alguns filmes tenham sido fraquinhos (uma Fantástica fábrica de chocolate não é um Edward mãos de tesoura, certo?) eu não consigo pensar em alguém mais apropriado para dirigir o alucinógeno-cogumelístico Alice no país das maravilhas. Pois. Acho que assisto qualquer coisa dele na boa, mesmo que o enredo seja um lixo (se bem q desconheço uma produção terrivelmente ruim do TB), porque me acaricia os olhos, simples assim. Daí que, assim como meio mundo, conto os dias para ver Alice! Saiu aperitivo esta semana, ó (me fala se a rainha de copas não tá pheena demais).
Segurem-se, crianças, que é só em abril/2010


foto: Corbis
Sumi, é verdade. Para as que não sabem, os últimos meses foram… digamos, intensos. Recebi meu sogro em casa, que sofreu um AVC hemorrágico, infecção no intestino, vesícula e toda sorte (ou azar) de eventos clínicos seriíssimos (é isso acontece! é que às vezes esquecemos que estamos assim pertinho da morte todo dia). O fato é que os dias de preocupação, encomendas tresloucadas aqui e a cabeça revolvida num limbo pesado me fizeram maquinar sobre a vida, o trabalho e os relacionamentos que se estabelecem ou se esmorecem pós-crise. Anyways, me peguei às voltas com meu ofício e li numa manhã qualquer um texto ótimo no NY Times, que discorre justamente sobre o trabalho com as mãos. Daí que um pensamento bastante rudimentar ocupou minha cabeça durante todo este tempo: percorri um caminho longo, muitas vezes enfadonho e excruciante, para redescobrir o trabalho com as mãos, que no final, retiradas todas as camadas que a vida incutiu em mim (minha formação escolar, títulos acadêmicos, expectativas familiares, sociais e tapinhas nas costas diversos), é o que sou e o que sempre permanece em mim! Parece uma linha de raciocínio bem simples, mas acho que é difícil enxergá-la. Penso que somos induzidos desde pequenos a seguir uma trajetória retilínea (escola – faculdade – escritório), que culmina numa formação universitária qualquer, que privilegia sempre o intelecto ou a capacidade de elaborar pensamentos abstratos. Incentivar um adolescente a ser marceneiro, ilustrador ou artesão parece real e material demais e por isso mesmo incômodo, inseguro, como se fosse meio caminho andado para a derrocada financeira, a penúria e o vexame futuro. O trabalho no escritório e toda a sua imaterialidade e intangibilidade, os computadores, os papéis, os e-mails, telefonemas, as palavras trocadas parecem etéreos e limpos, diferente das atividades manuais, dos ofícios artesanais, sujos, estúpidos, relegados a pessoas menos privilegiadas intelectualmente.
Penso que este desprestígio decorre do fato de que aparentemente as profissões manuais prescindem de formação, cultura ou intelecto para serem exercidas. Quando optamos por viver de uma atividade manual, a opinião alheia é um item de peso a lidar, é sim, por mais que tentemos contornar à francesa o ti-ti-ti do outro, olhares recriminadores, piedosos e indignados, mesmo que velados, cairão sobre você. E mais: é difícil contornar a perplexidade alheia quando descobrem que você tem formação, experiência, pós, mestrado e todas as credenciais para ter um trabalho “sério” e num ímpeto de masoquismo (sim, porque você só pode estar louca) optou, de livre e espontânea vontade, por viver de uma atividade “menor”. Mas, vejam, meu caminho foi longo até me dar conta e eu mesma aceitar que o certo, o natural para mim é praticar algo com as mãos, com a criatividade e com alguma coisa que eu acredite ser belo. Gosto de conceber produtos, saber que minha presença física ali foi crucial e que meu corpo e mente participaram do processo, que eu realmente compreendo cada etapa, mas também e, principalmente, o todo.
Bom, apenas pensando alto… e a tofu-saga continua alto e avante! Temos novidade logo, logo lá no site =)





















