pela peruíce consciente

Feb 28

foto: Corbis

E aí aquela loja famosa por atender a mais fina nata paulista se envolve em mais um escândalo. Já não é novidade. A criatura que declara bolsas Chanel por U$ 10, não deve ter muito juízo mesmo. Desta vez, a loja colocou um gerador enorme na rua em frente a sua fachada nos Jardins, fazendo barulho e fumaça e tirando uma vaga de estacionamento dos usuários da via. Pode?

Nunca tive cacife para comprar lá e nem o mesmo gosto e estilo da loja, mas mesmo que tivesse, não consumiria esta marca, porque os preços não são justos, nem corretos, porque não consumo só por consumir, gosto de saber de quem compro (qdo é possível)  e adoro comprar de pessoas retas, honestas, que amam o que fazem e que podem até lucrar horrores, mas  não desrespeitam e agridem o entorno, os clientes, os fornecedores e até os não-clientes, os simples transeuntes que frequentam sua calçada. Penso que quem ainda acha chique comprar nestes estabelecimentos mal-educados (eufemismo tá, pra pegar leve!) está muito desinformado. Me pergunto como esta loja ainda tem freguesia, depois de tantos episódios lamentáveis de fraudes, agressão à cidade e vigarices em geral! E o consumo consciente? Cadê? Acho que faríamos todos um belo ato de cidadania peruando em outras paragens bem mais dignas e verdadeiramente chics!

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da comida esnobe

Feb 14

foto: Corbis

Vocês acompanharam a polemiquinha em torno do embate comida gourmet vs. comida “ogra” precipitada por um artigo da Folha na semana passada?

Pois é, numa época de modinhas gastronômicas incessantes, muitos já se cansaram desse papo de comida pedante e inacessível. Muitos estão esgotados da comidinha miúda, perdida na vastidão do prato, incapaz de saciar a fome dos estômagos mais roncadores; outros estão exaustos dos neologismos esdrúxulos para denominar palavras simples que sempre estiveram por aí solta nas ruas. Nos recintos chics da alta gastronomia, o palmito não é palmito, é pupunha (uma variedade que, apesar de mais sustentável, passa longe de ser a melhor, melequenta que é, na opinião do meu modesto paladar). Tadinho do palmito, envergonhado, foi rebaixado e alijado às pastelarias e botecos chinfrins.

Já me senti diminuída pela comida, pelo garçom, pela carta de vinhos e pelo menu de estabelecimentos esnobes e já disfarcei, encabulada, minha ignorância. Já fiz tudo isso, mas não faço mais pelo simples fato de que sou consumidora e estou ali para ser servida e ouvida (sim, depois de certa idade a gente aprende a apertar o botãozinho do f***-se com mais propriedade). No fim, é só uma relação comercial.

E o pior é a verborragia em torno dos pratos! Aí eu pergunto: é pra comer ou não é? Por que, meu santo, parece que as pessoas gostam tanto de discutir o prato em vez de comê-los? E será que todo mundo tem o paladar tão apurado e tão sofisticado assim? Porque o meu, coitado, deve ser burro, pois não vê graça nenhuma, por exemplo, nessa orgia e nesse blá-blá-blá sobre sushis e sashimis que se instalou pra lá e pra cá. Para mim, todo esse papo-gourmet é o novo bastião dos neo-esnobes. E os guias gastronômicos? Nas vezes que fui a algum restaurante ou algum lugar de comer por indicação de algum guia, revista ou crítico, na maioria delas, achei que não faziam jus a tudo aquilo que li ou ouvi. Aliás reparei que esses guias se pautam mais pelo bairro e pela aparência da casa do que pela comida em si para dar as notas. Sim, eu penso que alguns guias ficam cheios de dedos e com medinho de detonar um estabelecimento cool e bem embalado. Acho triste. Já me serviram comida salgada, moooito salgada (isso sim um grande “não-não” gastronômico, inaceitável) em locais que me cobraram cifras beeem gordinhas. Me senti violentada, me insurgi, pedi para trocar, no meio de uma casa cheia de gente bem vestida e risonha com seus guardanapos branquinhos pousados sobre o colo.

Aí, diz o artigo, estaríamos prestes a assistir a uma certa insurreição da comida “ogra”, a comida farta, barata, sem pretensões. É?? Sim, eu acho que sim! Seria a desforra dos que não entendem e não ligam para a comida de nariz empinado. Seria a oportunidade de assumir a preferência por um PF rechonchudo sem se sentir um idiota xexelento. Só espero que não afrancesem o feijão com o arroz ou desvirtuem a simplicidade da farofa tornando-a o supra-sumo de uma neo-gastronomia bisonha. Deixem a comida simples ser apenas uma comida simples, sim? Agradeço.

em tempo: outro dia vi na TV (não vou lembrar o programa nem o canal, sorry!) um restaurante muito bacana que funcionava numa casa, que tinha um quintal bem grande e lá nesse quintal, a dona tinha uma horta com verduras e ervas variadas, tudo orgânico e tudo ia direto para a cozinha do restaurante, assim fresquinho, com aquele gostinho de folhas apanhadas na hora, coisa que nenhum tempero ou especiaria consegue reproduzir. Achei tão legal, tão simples e honesto… penso que isso sim é o verdadeiro luxo, não é!?

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de saída com a bolsa Roxy

Feb 11

Bolsa Roxy

Daí pensei num look com tons em rosa cor-do-ano-da-Pantone (adoro essa cor!), combinando com o padrão geométrico retrô da bolsa Roxy, calça nude, oxfords e acessórios turquesa. Rende um visual lindo para trabalhar ou para sair para um comes-e-bebes à tardinha, que tal?

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nova kokeshi

Feb 07

mais uma para adornar o Tofu Studio! Esta é japonesa mesmo, legítima =)

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ZzzzZZ

Feb 07

Agora minha mesa é o dormitório oficial do Pupu aqui no Tofu. Ninguém consegue tirá-lo daqui, oh céus!

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