Curso bolseiro Tofu Studio

Mar 27

Tô sumida, eu sei, eu sei (shame on me!), mas venho aqui toda pimpona com uma grande novidade: o Tofu Studio está lançando um curso continuado de bolsas e acessórios! É isso mesmo, pessoas, um curso lindão, em que vamos ensinar todas as técnicas e segredinhos que coletamos e aprimoramos durante anos e que fizeram nossos produtos tão queridos por tanta gente no Brasil inteiro!  Foi esse o motivo do sumiço gente, estivemos preparando com todo o carinho do mundo um programa digno e honesto 100% prático, que abrangesse os principais aspectos da construção de acessórios: alças, forros, estruturação, ferragens, zíper, viés e o “acabamento zerado”, que é como chamamos o acabamento redondinho.

Então você aí que ama costurar, ama ter orgulho de algo que você fez, quer começar a costurar acessórios, aprimorar habilidades e conhecimentos, se jogar no mercado de trabalho, abrir um negócio craft só seu, a oportunidade é sensacional! As aulas são direcionadas, estimulam a criatividade e se aquele bichinho safado da costura ainda não te picou, é agora que ele vai te pegar, hehe! Você vai aprender a fazer os acessórios mais básicos e vapt-vupt, dar consistência e estrutura a bolsas e acessórios (etapa fundamental para o trabalho com tecidos), até a modelar um produto do zero, a partir de uma foto de referência.

Esperamos que o curso dê aquela sede gostosa de querer conhecer mais, e que, ao final, vocês saiam confiantes nos seus tacos e que, com alguma dedicação, consigam fazer qualquer bolsa que quiserem! Fazer um trabalho artesanal bem feito, com conhecimento, esmero e afeto é dar um pouco mais de sentido as nossas vidas, se conectar um pouco mais com nós mesmos, com a nossa natureza. Esse mundão aí fora é todo nosso, gente, só que às vezes a gente esquece :)

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2 anos do figurão

Jan 24

E ontem às 13h48 fez exatamente 2 anos que o Eric nasceu! 2 anos desde aquela tarde de chuva e trovoadas…

Fiz bolinho de milho no finzinho da tarde, o preferido dele no momento (a festinha será daqui a alguns dias). Ele morreu de medo da velinha faiscante e bem, ao contrário do que se idealiza, o momento do parabéns teve mais lágrimas do que risadinhas entusiasmadas. Mas a vida com filhos é isso mesmo, não dá pra criar expectativas nem sobre um simples parabéns, imagina sobre assuntos maiores, como quando ele vai largar as fraldas, quem ele vai ser, o que ele fará da vida… em 2 anos a gente filosofa menos e aprende que vai ter que administrar o caos (pequenos ou grandes) para todo o sempre. Filhos devem ser mesmo a maior aventura do mundo. A lista de coisas que podem dar errado é interminável: ele pode virar um psicopata, sádico, pode te matar, te internar num asilo decrépito, gostar do Luan Santana, entupir-se de refrigerante, adotar gírias deploráveis… Se for pensar bem, mas bem mesmo, ninguém teria filhos, mas acontece que tem gente que não pensa. Aliás, há muita gente que não pensa (pelo menos com a cabeça), como eu, e… reproduz! Nós aprendemos na marra a improvisar, planejar coisas em 2 minutos, a nos adaptar. Percebemos que tudo muda muito rápido, deixamos algumas frescuras de lado, a vida não pode mais ser planejada numa planilha de excel, como um dia uma versão longínqua e bobinha de você chegou a imaginar. A vida de pais não é melhor nem pior do que a de outros humanos sem filhos, é só diferente. Esta comparação, aliás, nem faz sentido, é como querer achar correspondências entre uma banana e uma maçã. Deixemos a banana ser banana e a maçã, maçã, sim? Só digo que é uma experiência intensa, íntima e que, se você permitir e for gentil com você mesmo, pode abrir caminho para um mundinho fantástico!

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Reforma de vestido ou porque não pratico rolezaum no shopim

Jan 24

Prometo poupá-los de ter que ler aqui teorias profundas sobre o mais novo fenômeno do momento: os rolezinhos. Portanto, apesar do título aí em cima, podem continuar lendo este post sem medo, porque juro que não sei teorizar sobre gente se reunindo em shopping e seguranças/polícia descendo o pau. Mas explico: faz uns 5 anos que peguei um banzo geral de shopping por motivos variados. Primeiro, porque não moro mais perto de um, depois porque compro quase tudo de que preciso pela internet. Tem também o fato de os shoppings cobrarem estacionamento. Não acho que seja mera pão-durice da minha parte, acho descortês cobrar do freguês que vai até o seu estabelecimento disposto a comprar, ainda mais quando o faturamento do shopping já é tão alto. Enfim… Aquilo também está cada vez mais lotado, com produtos cada vez mais caros e meia-boca. Então não fica difícil concluir que eu não tenho mais nada pra fazer lá! Claro que às vezes eu vou, porque não dá pra fugir e você precisa de algo que só tem lá ou é mais fácil conseguir lá e não sou dada a radicalismos, mas vou nos horários mais esdrúxulos e ermos, tipo 10h da manhã (sou uma pessoa que espera os estabelecimentos abrirem, geralmente acompanhada de velhinhos e velhinhas fofas. Adoro!). Com um filho pequeno, cada vez mais esperto, também não quero que ele associe shopping a um passeio ou programa de família, em que você só vê mercadorias, compra, come comida ruim, paga caro e, de brinde, ainda pode ser esnobado pelas vendedoras se não está com roupas de grife (até quando isso?!). Quero que ele entenda que aquilo lá é apenas um amontoado de lojas, aonde a gente vai quando precisa comprar alguma coisa que tem lá. Só isso!

O fato de costurar e ter birra de shopping e de provadores me estimula muito a comprar roupas online. Costurar, claro, ajuda a aplacar aquele medinho de a peça não servir. Dá uma sensação de poder (yes)! Às vezes, compro peças que ficam compridas demais, largas demais, não gosto de algum detalhe… mas sei que posso arrumar para ficar bem em mim e eu até gosto de reformar!

Estava com este vestido no guarda-roupas há uns meses. Achei que tinha potencial, afinal o tecido é bom e está bem costurado, mas vesti e me senti fugida de um pré-operatório, sabe, ficou com cara de hospital! Resolvi dar uma acinturada e o cortei ao meio. Foi preciso um tantinho de coragem (glupt!)

Aí overloquei e fiz pences (6 na frente e 2 atrás):

Dei uma franzida na saia para se ajustar à parte de cima, juntei as peças e deu um vestido bem legal, que estou usando muito! A foto abaixo não mostra muito bem como ficou, eu sei (na verdade, fiz a foto pra mostrar a bolsa). É uma das únicas que tenho, mas acho que dá pra ver que agora tá vestindo bem!

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ano novo com bermuda nova!

Jan 21

 

Sabe aquele ditado da casa do ferreiro? Pois é, me curvo a quem o inventou! Eu costuro trocentas peças no ano para o Tofu Studio e um punhadinho só pro meu filho. Fuéén! Fiz essa bermudinha com um jeans listrado que está no armário há uns 5 anos (!!!). Acho uma graça, mas nunca tinha arrumado uma peça boa pra fazer com ele. Aí pra dar uma alegrada juntei uma faixa amarela nas laterais. Passei elástico na cintura e fiz caseado, como os de botões, para passar um cordão. É tão fácil que me deu um tremendo desânimo pra comprar bermudas nas lojas.

Voilá! Bermuda nova para uma criança com toda a energia do mundo!

 

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a oficina, uma breve reflexão e agradecimentos

Jan 20

E lá se foi a primeiríssima oficina Tofu Studio de 2014! Foi um sábado feliz, ensolarado e descontraído, que reuniu um mulherio fantástico, todas interessadas no fazer-com-as-mãos, algumas dispostas a tirar o pó das máquinas da família, a distribuir carinho verdadeiro com presentes feitos por elas, outras a se dedicarem a uma atividade criativa ou a trabalhar com moda! Lidar com costura tem dessas: a gente só conhece gente bacana, bem disposta, de espírito leve, talvez porque (teoria minha) é preciso ter uma certa simplicidade no coração para se dedicar a transformar uma coisa em outra com as mãos, uma atividade tão ancestral e que, por isso mesmo, parece que nos conecta com uma essência que parece que se perdeu, mas que está lá em algum lugar em nós. Para muitos, costurar pode não fazer o mínimo sentido hoje em dia, em que tudo está pronto e dado, mas parece que faz todo o sentido para quem está, de certa forma, desacelerando, entendendo a própria natureza, desejando dar um pouco de si aos outros. Como diz certa música, “a vida é tão rara”, então é melhor saborear os bons momentos, os encontros gostosos, mesmo que eles sejam assim ligeiros e fortuitos! Adoramos cada minuto e os guardaremos com carinho! :D

 

Obrigada Érika, Diana, Fernanda, Thais, Bárbara, Patricia e Lucy!

Obrigada Jefferson e Grimondi!

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Boa nova: Oficinas Tofu Studio!

Jan 09

 

E a gente começa 2014 com uma novidade sensacional: depois de muitas sugestões e pedidos, Tofu Studio vai sair da roça e ir para São Paulo dar oficinas-bolseiras! Sim pessoal, tem muita gente aí do outro lado querendo aprender a fazer bolsas e não sabe como e nem por onde começar. Já recebemos não-sei-quantos pedidos de curso, principalmente nos últimos anos e a resposta sempre era: “estamos planejando”, “quem sabe um dia”… a verdade é que estávamos realmente pensando/planejando, mas faltou tempo no último ano! Fizemos 2 workshops piloto aqui em São José em 2013, mas aí veio a constatação (que eu já esperava): a maior parte das interessadas era da capital ou redondezas (todas as alunas dos workshops fizeram um esforço incrível vindo de outras cidades! obrigada, gente, ficamos comovidos!). Aí veio o último trimestre a galope e ficamos totalmente comprometidos com os bazares de natal. Fuén! Mas ainda deu pra tirar um gostinho na oficina que demos no Bazar Ógente 10, que foi delícia!

As oficinas são para todos e todas que querem dominar técnicas, adquirir conhecimentos preciosos para fazer bolsas artesanais de tecido bem feitas, bem acabadas, sem gambiarras. Você pode fazer bolsas pra você, para dar presentes amorosos e únicos para os amigos, para aprimorar o que você já sabe, ou, para quem sabe, realizar o sonho de começar um negócio craft todinho seu!

A Oficina 1 será de uma ecobag colorblock em sarja de algodão de 2 cores bem vibrantes (à escolha do freguês ou da freguesa). Com ela você vai aprender alguns princípios básicos para confecção de bolsas: colocação de forro, base e pés de metal, feitio de alças e fechamento com mosquetão. Uma ótima maneira de começar a entender alguns processos e técnicas que vão permitir que você comece a se aventurar na costura de acessórios de maneira leve e divertida! (o único pré-requisito é saber costura na máquina).

Aliás, não posso deixar passar em branco que a oficina será no BCC (Bernina Creative Center)! Eles têm máquinas de costura dos sonhos (Bernina, né povo!) e prevejo que todo mundo vai ficar muito, mas muito mal acostumado com a qualidade inenarrável das maquininhas, que, juro, dá até raiva de ver, de tão robustas, macias, silenciosas! Quem se empolgar e tiver com a vida boa pode até, quem sabe, fechar negócio lá mesmo e levar uma pra casa :D

Ah, e o local é facinho de chegar, pertinho do metrô, tem estacionamento no local (R$ 15 a diária, se não me engano), todo material está incluso, ou seja, mais mão na roda impossível!

 

 

 

Oficina 1 – Ecobag Colorblock

 

Quando?

Dia 18/01/2014 (sábado) das 9h às 17h

Onde?
Bernina Creative Center
Rua Caramuru, 417, conjunto 26 – Saúde
São Paulo (pertinho do metrô Praça da Árvore)
estacionamento (pago) no local

Quanto?

R$ 230,00. Todo material incluso.
A(o) aluna(o) fica com a bolsa feita por ela(ele) ao final da
oficina. Vagas limitadas.

*Pré-requisito: saber usar máquina de costura

As inscrições são por e-mail: contato@tofustudio.com.br

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e a gente cresce…

Jan 06

A contagem se foi, os fogos explodiram, 2013 passou e… surpresa! Nada em mim mudou.

Admito que costumava dar mais atenção e valor às passagens de ano, às promessas, a todo apelo místico e otimista que nos inunda nesta época. Hoje não mais. Os fins de ano são períodos gostosinhos, de descanso, de encontros agradáveis (ou não!), de viagens, de acordar um pouco mais tarde, não os inflo mais com a pressão da expectativa, de esperar por algo que não sei se vem e acho que nem quero saber. A vida já está tão boa como está! Às vezes acho que se tivessem feito uma entrevista comigo antes de eu nascer, quando eu era só um pozinho de estrela, e me pedissem pra escolher a vida que quero, optando por algumas coisas em detrimento de outras (não se pode ter tudo, claro!), minha vida seria exatamente esta que levo agora. Na adolescência os pedidos de ano novo costumam ser tão ambiciosos: carreira promissora, a viagem dos sonhos, um namorado legal, um futuro brilhante. Os anos passam e a lista diminui, o ego diminui junto (pra quem tem juízo) e os pedidos se resumem a saúde, que é realmente o setor que está totalmente fora do nosso controle. Talvez a gente passe a acreditar mais em nossas próprias forças, pare de esperar coisas do além ou de terceiros, e dê importância maior ao presente. Paramos de lamber o futuro, porque, afinal, ele é tão frágil e escorregadio. Qualquer besteirinha que a gente faça hoje e pimba, o futuro imaginado ontem vai solenemente pra cucuia! Claro que ganhar anos é perder um pouco do viço, da bobeira alegre de quem tem poucos medos, mas também é deixar de pensar que sabe tudo (ai, que alívio saber pouco!), deixar de acreditar em contos da carochinha. A gente amansa, dá mais importância para as pequenezas, os nomes das plantas, as tabelas nutricionais dos alimentos, a instalação do chuveiro, o desperdício de energia, de tempo… enfim de repente temos todas as “manias de velho” que tanto irritam os que têm menos de 20 anos. As opiniões deixam de ser absolutas, porque afinal tudo é transitório, até nossas certezas. A gente já percebeu, já calejou. Os anos trazem também a fatídica constatação de que sua mãe estava certa quando dizia a frase mais odiosa e profética de todos os tempos: “você vai entender quando crescer!”. Estou convencida de que em algum momento, por mais que eu evite, também soltarei esta pérola ao meu filho e ele vai me odiar eternamente – ou até ele crescer e entender, claro!

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