Posted on 2012 under prosinha|
13
mai

Hoje é meu primeiro dia das mães como mãe. Sou mãe do Eric há exatos 3 meses e 20 dias. Por mais que soe bacana e até tentador dizer que minha vida mudou completamente, que um filho deu sentido a minha vida, por mais que esta data me incite a fazer discursos emocionados feito propaganda de TV (isso fica para outro post), hoje prefiro ser franca comigo e com meu filho. Minha vida já tinha sentido antes de ser mãe, não seria justo dizer o contrário. Amo meu marido e a vida que construímos juntos até aqui, tenho pais muito, muito bacanas e amorosos e uma família e amigos idem (apesar das distâncias e dos desencontros), não menosprezo minha vida sem a maternidade, então não vou dizer que eu era um nada e que a maternidade me iluminou, me tirou das trevas, feito mágica. Menos, né gente! Mas estou, cada dia mais, conhecendo uma pessoinha que tem me dado alegrias imensas, momentos deliciosos e intensos, grandes e pequenos aprendizados e espero que eu e o marido possamos sempre fazer o mesmo por ele. E, pasmem, essa pessoa é metade eu, metade o marido! É uma constatação tolinha e óbvia, mas todo dia me pego encantada pelo simples fato de termos gerado essa coisinha tão perfeita e fofinha, com a nossa capacidade incrível de gerar outra vida!
A maternidade tem me ensinado muito, uma delas é perceber a relatividade das coisas. O tempo, por exemplo. Ser mãe tem aplacado minha ansiedade em boa medida, não sei se é assim para todos os pais, mas o tempo de um bebê não tem nada a ver com o tempo que o trabalho ou que os nossos afazeres nos impõem. Uma criança tem o tempo dela e temos que nos adequar a ela, mesmo que seja aos trancos e barrancos. Adaptação é tudo! Outra coisa que cada dia enxergo com mais clareza é a humanidade da minha própria mãe. Ela não é uma criatura que nasceu sabendo exercitar a função de mãe, ela também passou por perrengues mil, se frustrou, errou, se culpou. Sabe aquela aporrinhação adolescente de querer culpar os pais pelos nossos defeitos, recurso sem-vergonha para escamotear nossa própria incompetência? Nunca dei piti cobrando meus pais pelas minhas fragilidades, mas na minha aborrecência eu pensava sim que eles tinham alguma culpa no cartório. Aí você tem o seu próprio filho e vê o tamanho da dedicação que ele demanda, como ele revira sua rotina, o quanto ele te amadurece da noite pro dia, as várias renúncias e dilemas que ele te impõe. Impossível não pensar em como sua mãe passou por tudo isso. Revejo as fotos de família e vejo ela novinha com 2 crianças a tiracolo e tento imaginar todo o misto insano de felicidade, angústia, medo e afeto por trás daquele rosto ainda sem rugas, daquele corpo franzino que vestia uma camisa bordadinha. Eu que um dia pensei que faria tudo diferente da minha mãe quando tivesse meus filhos, agora me pego fazendo ou querendo fazer muitas coisas iguais a ela. Veja só que ironia! Aí fico ainda mais admirada e enternecida com a calma, delicadeza e paciência que ela sempre teve com a gente e com tudo, nunca transferindo o stress da maratona de ser uma mãe-dona-de-casa-que-trabalha-fora para os filhos, uma lady! Espero, sinceramente, que eu possa ter essa nobreza no trato com meu filho.
Deixo aqui meu carinho para todas as mamães e um viva pra mim mesma, que entrei pro clube e virei mãe dessa fofura preciosa aí da foto!
Posted on 2012 under Tofu na Mesa|
10
mai

Sou da opinião de que nenhum presente é mais bacana do que aqueles feitos artesanalmente, com as mãos, por nós mesmos ou por pessoas que depositam todo o carinho no que fazem, ainda mais presentes para pessoas especiais como a mamãe! Acho que vale mais o tempo, a paciência e o afeto para pensar e preparar algo para ela do que ir a um shopping abarrotado e comprar aquele-mesmo-badulaque-massificado-de-sempre.
E olha só que carinho seria levar um bolinho junto com o presente da mamãe neste domingo, tomar um café da tarde bem gostoso e botar a conversa em dia! Acho que um bolinho de maçã integral tem carinha de mãe (esse é integral mesmo, usei até a casca das maçãs), pelo menos acho perfeito para afagar o paladar da minha! Aí testei esta receita da Rita Lobo, mas fiz tantas alterações que virou praticamente outro bolo. Ele perfumou a casa toda, ficou úmido na medida, com as maçãs e passas passeando lá no meio, um gostinho leve de conhaque e a crocância da crosta de amêndoas… perdição! Vão vendo:


Separem aí o que vocês vão precisar:
Para a crosta:
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1/2 xícara de açúcar
1/2 xícara de amêndoas torradas e picadas
canela a gosto
Misture tudo e reserve.
Para o bolo:
3 maçãs fuji
1 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo integral
1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
3/4 xícara (chá) de açúcar mascavo claro
2 ovos grandes
1/2 xícara de uvas passas (usei brancas)
1/2 xícara de óleo (usei de girassol)
1/2 xícara de conhaque
1 colher (chá) de extrato ou essência de baunilha
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
suco de meio limão
Primeiro unte uma forma com manteiga e polvilhe canela (usei forma de pão de 24 cm). Ligue o forno a 180 graus.
Descasque as maçãs (reserve a casca) e pique-as. Junte as passas, o suco de limão, o conhaque e deixe marinando (se quiser, pode acrescentar um pouco de açúcar)
No liquidificador, bata as cascas das maçãs, o óleo, ovos e a essência de baunilha. Reserve
Numa vasilha grande, peneire todos os ingredientes secos. Adicione o conteúdo do liquidificador e incorpore.
Junte as maçãs e as passas e misture delicadamente.
Distribua a misturinha da crosta por cima da massa e leve ao forno por uns 40 a 50 min ou faça o teste do palito.
aí é só caprichar na embalagem! Nós já postamos o molde para fazer a embalagem ultra-charmosa da foto aí de cima. Vem aqui ó!
Posted on 2012 under Decorando Meu Cafofo|
6
mai

Este post é só para lembrar que a gente pode tudo quando se tem criatividade, quando a gente permite que nossa imaginação voe longe! Hoje acordei encantada, novamente, como muitos dos meus dias, com o quanto podemos fazer com pouco e como todos podem ter acesso a objetos lindos, se quiser arregaçar as mangas e sair do padrãozinho definido pela decoração quadradinha!
o projeto é daqui! Inspirem-se!
Posted on 2012 under Decorando Meu Cafofo|
4
mai

E eis que minha mãe pousa aqui em casa do nada com uma orquídea em mãos! Tão bacana ganhar flores assim, na surpresa, né? Ainda mais uma coisa preciosa dessas, uma orquídea púrpura (acho que é da variedade Laelia), no auge de seu esplendor. Na verdade, minha mãe ganhou essa belezinha de uma freguesa. Mamãe é cabeleireira das antigas, daquelas que faziam bobes com redinha, touca e penteados volumosos (e ainda não faz progressiva, rs…). Ela tem uma freguesia muito fofinha e galante, que a enche de mimos e gostosuras. É um vai-e-vem de bolos, doces, flores e lembrancinhas naquele salão… é muito carinho! Mamãe disse que essa orquídea vai durar até o dia das mães. Foi aí que me dei conta que este é meu primeiro dia das mães sendo mãe! E que delícia que é esse passar de gerações… senti como se ela me passasse simbolicamente esse bastão, esse emprego vitalício de mãe! Acho que vou me lembrar sempre dessa planta adornando esse meu primeiro dia das mães que nem chegou ainda!
Uma sexta-feira linda pra todas!
Posted on 2012 under No estúdio|
3
mai
mas eu não!

Devo começar dizendo que não pude ir, apesar de querer muito, muito estar lá participando intensamente de tudo, mas, por outro lado, estava aflitíssima em deixar o Eric, meu bebê de 3 meses que só mama no peito, com minha mãe. Não que minha mãe não seja uma vovó exemplar (ela o é!), mas seria a primeira vez que ele ficaria sem mim por um tempo tão longo. Acho que a amamentação cria um laço inexplicável entre mãe e filho… e pelo jeito, as neuras maternas já estão me aporrinhando, rs… já criei cenários catastróficos na minha cabeça: Eric morrendo de fome, mesmo com o estoque de mamadeiras que eu ia deixar, Eric despencando da sacada da minha mãe, Eric caindo do colo do meu pai, que já perdeu a prática com bebês… enfim, o non-sense total e irrestrito, shame on me! Bom, mas mesmo que eu tivesse decidido ir, no final, o carro ficou tão lotado com os nossos produtos, plantinhas, arara e um sem-fim de caixas e traquitanas, que só coube o Yuji, meu marido, e a Maiara, nossa querida assistente aqui do estúdio. E lá foram eles de manhãzinha, cheios de expectativas, para mais uma empreitada Tofu!
O saldo do bazar foi pra lá de positivo! Eu tentei convencer o marido a escrever este post, mas ele, pra variar, deixou essa tarefa a meu cargo. Então desculpem o relato por procuração que vou fazer aqui…


O clima do bazar estava delicioso, uma atmosfera muito legal, a maior quantidade de gente criativa e super talentosa por metro quadrado! Acho que deu até pra captar por osmose tanta criatividade para fazer coisas tão lindas! As mamães vão se deleitar com os presentinhos que saíram de lá, podem crer! Foi uma verdadeira honraria pra gente poder estar no meio de pessoas tão inspiradas, com negócios tão bacanas, com mesas arrumadas com todo o carinho. Foi demais mesmo! Pena que não deu para percorrer mesa por mesa e conhecer o trabalho de cada um, porque, acreditem, quase não deu para respirar com tanto movimento, tanto gente querendo ver peça por peça, bater papo, perguntar, tirar dúvidas! O marido nem almoçou, coitado! Todos estiveram bem ocupados com aquele tanto de clientes em alvoroço!

Muitas clientes Tofu marcaram presença! Obrigadas a todas e todos que frequentaram nossa mesinha, perguntaram por mim (sorry pela ausência) e pelo Eric, levaram nossos produtinhos (que alegria ver nossas peças sendo usadas pra valer, algumas por anos!), prestigiaram, compraram, conversaram, elogiaram. Mesmo de longe, fiquei emocionada com todo o carinho!


E o marido acabou conhecendo as queridas Andrea e Claudia, do velho companheiro de estrada Superziper (pra mim, de longe, o melhor espaço crafter da blogosfera), e a Ana Sinhana e a Paty Mimmos, que têm mãos iluminadas, ou seja, só gente da mais alta e fina estirrrpe!


Até o próximo, pessoas! Foi demais!
Posted on 2012 under Tofu na Mesa|
26
abr

Estou em pleno período de clausura pós-parto. Quem é mãe sabe o quanto um pequeno de 3 meses diminui drasticamente as saídas de casa. 90% das minhas saídas são passeios com o Eric, que são pra lá de gostosos e revigorantes (papai e mamãe se derretem ao ver o pequeno cada vez mais risonho e entretido com objetos e com as feições das pessoas)! Para mim, que sempre curtiu muito ficar em casa e desde pequena sempre arranjou alguma arte pra fazer no aconchego do meu lar, ficar em casa em tempo integral com meu bebê não tem sido um graaande problema. Acontece que tanto tempo em casa tem deixado minha cozinha bem animada! Já tô treinando para servir um cardápio bem bacana e caseiro ao filhote quando ele for maiorzinho! Fora que amamentar um bebê tão gordinho tem me dado uma fome ferrenha!
Aí fiquei com desejo de cheesecake! Já falei que cheesecake é um dos meus doces preferidos? Adoro essa misturinha de doce e salgado! Aprecio deveras qualquer doce que leve um queijinho! Vou me deter aqui a explicar como fiz meu cheesecake, mas só sigam a receitinha à risca aquelas que como eu não curtem doces muito doces, viu! Sou daquelas que quase sempre corta pela metade a quantidade de açúcar das receitas e que geralmente costuma achar as tortas e bolos que provo fora de casa bem carregados no açúcar. Também costumo sempre mudar os ingredientes das receitas que sigo, adapto com o que tem em casa, enfim… sou desobediente! Como serei eu a principal vítima de minha própria culinária, por que não arriscar, variar e inventar, né? Talvez as formigonas se decepcionem com a falta de açúcar dessa sobremesa, mas olha, eu amei a combinação do sabor e da textura das peras com as passas, ô coisa boa, viu! Rendeu uma cobertura simples e perfeita para o cheesecake!
Comecei fazendo a base de torta mais fácil do mundo: biscoito + manteiga. Depois que comecei a fazer bases de torta assim, dá uma preguiça do cão de pegar farinha, manteiga, ovos… Deus é mais!
Usei 250 g de biscoito Maria triturada no liquidificador e 100g de manteiga sem sal em temperatura ambiente. Misturei bem até virar uma farofa. Esta quantidade forra direitinho o fundo e as laterais da minha forma de fundo removível de 25 cm de diâmetro. Aí deixei uns 8 minutos em forno pré-aquecido a 180 graus.
Ainda no liquidificador misturei 2 ovos caipiras, 1/2 lata de leite condensado (se quiser mais doce, use toda a lata), 300g de ricota, meio copo de requeijão, 1 copo de iogurte natural, 1 colher de chá de essência de baunilha. Se estiver muito grosso, vá ajudando com uma colher até todos os ingredientes se incorporarem e formar um creme lindo. Aí adicionei uma colherzinha de casca de limão ralada para dar uma perfumada. Deitei sobre a massa assada e voltei ao forno por uns 40 minutos. Retire e deixe esfriar. Depois de frio, deixo umas horinhas na geladeira.
Cobertura: amassei 3 peras Williams maduras no garfo e juntei o suco de meio limão grande. Numa panela joguei 3 colheres (sopa) de açúcar demerara (de preferência orgânico) e deixei derreter de leve para dar uma corzinha na minha cobertura. Juntei as peras e cozinhei em fogo baixo até apurar e formar uma caldinha brilhante. No final do cozimento juntei uvas passas claras, salpiquei canela em pó e deixei mais alguns minutinhos. Deixei amornar e cobri lindamente meu cheesecake!